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Obras do ‘Tesouro Nazista’ são expostas na Suíça e Alemanha

Trabalhos de Picasso e Matisse desviados por Hildebrand Gurlitt durante o Terceiro Reich participam de mostras

Por Da redação - 1 nov 2017, 20h00

Diversas obras de arte da coleção de Hildebrand Gurlitt serão expostas pela primeira vez nesta semana, na Suíça e Alemanha. As peças — assinadas por grandes mestres, como Pablo Picasso e Henri Matisse — foram encontradas em 2014 no apartamento do Cornelius Gurlitt, em Munique, que herdou a coleção de Hildebrand, seu pai, morto em 1956.

Inicialmente ameaçado pelos nazistas por ter uma avó judia, Hidelbrand foi recrutado pelo governo de Adolf Hitler para ajudar a vender obras de arte roubadas ou confiscadas de famílias judias. Ele teria, então, desviado cerca de 1.500 peças para si, das quais pelo menos 300 eram consideradas “arte degenerada”, a arte moderna na concepção nazista.

Quando Cornelius morreu, em 2014, ele deixou toda a coleção para o Museu de Arte de Berna, na Suíça, que abriu nesta quarta-feira a exposição Arte Degenerada – Confiscada e Vendida, com cerca de 150 peças do acervo. “Só aceitamos obras quando temos 100% de certeza de que não foram pilhadas (de proprietários particulares)”, afirmou Nina Zimmer, diretora do Museu de Arte de Berna, à Reuters Television.

Outra parte do acervo de Gurlitt será exposto separadamente, em Bonn, na Alemanha, a partir de sexta-feira, na mostra Arte Nazista Roubada e Suas Consequências.

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Confira abaixo algumas das obras recuperadas:

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