Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

O adeus já tardio da banda Jonas Brothers

Sem lançar nada de relevante desde 2009, o grupo não surpreende ao anunciar o fim

Por Da Redação - 30 out 2013, 15h54

Depois de quatro anos sem lançar um novo álbum, os Jonas Brothers anunciaram em entrevista à revista People o fim dos trabalhos em família. Formado por Kevin, Joe e Nick Jonas, o grupo começou as atividades em 2006, conheceu o auge entre 2008 e 2009, e seus integrantes decidiram se dedicar a projetos solos em 2010. Agora, vão seguir definitivamente sozinhos.

Apesar de causar comoção entre algumas fãs remanescentes, o término não surpreende. Na verdade, o Jonas Brothers já vai tarde. Mesmo com 20 milhões de cópias vendidas de seus quatro discos, o grupo não fez nada relevante e inovador, não contribuiu para a história da música e já vinha fazendo hora extra. De talento mediano, exceto por Nick, o caçula habilidoso, os irmãos foram indicados uma única vez ao Grammy, prêmio máximo da indústria fonográfica, em 2009, na categoria de artista revelação, quando perderam para Adele.

Leia também:

Integrante do Jonas Brothers é viciado em drogas, diz site

Publicidade

Caçula dos Jonas Brothers vai atuar em suspense sexual

Assim como muitos artistas que alcançam a fama pela Disney e vivem uma rápida ascensão, o trio não conseguiu amadurecer junto com os fãs e ficou enlatado no modelo “perfeição” por um tempo longo demais. Até que, em 2010, Nick Jonas arriscou a carreira solo com o CD Who I Am, seguido por um quase erótico álbum de Joe Jonas, Fastlife, em 2011. Aparentemente mais maduros, os discos, no entanto, não chegaram perto do sucesso dos hits da banda nem tiveram a continuidade necessária para que os garotos seguissem evoluindo. O grupo ia se tornando assim, então, apenas uma lembrança de infância para as fãs, agora, crescidas.

No túmulo das bandas pop que tiveram morte inevitável, os irmãos do Jonas Brothers não vão se sentir sozinhos. O mesmo gráfico de crescimento, sucesso mundial e rápido fim do trio foi trilhado por outros expoentes do estilo, como Spice Girls, ‘N Sync, Destiny’s Child e Menudo. Falta saber se, entre os três irmãos, um se salvará para contar a história, feito alcançado por sobreviventes de experiências similares como Justin Timberlake e Beyoncé.

Publicidade