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Novo governo polonês defende extradição de Polanski aos EUA

O cineasta Roman Polanski deve ser deportado da Polônia para os Estados Unidos para ser sentenciado por ter feito sexo com uma menor de idade em 1977, defendeu Jarosław Kaczyński, líder do partido polonês Lei e Justiça, que venceu recentemente as eleições parlamentares no país. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

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Kaczyński, que indicou Beata Szydło para ser a nova primeira-ministra, transformou o caso de Polanski em uma de suas principais bandeiras eleitorais. “Havia a conversa de quem ele não deveria ser considerado responsável por suas ações porque ele é um cineasta excelente e conhecido no mundo inteiro”, disse o político. “Nós vamos rejeitar totalmente essa atitude.”

Polanski será ouvido em um tribunal polonês em 30 de outubro, quando pode sair uma decisão sobre o pedido de extradição feito à Polônia pelos EUA numa tentativa de pôr fim a um caso que já dura 37 anos. Acusado de fazer sexo com Samantha Geimer, então com 13 anos de idade, em 1977, na época o diretor fez um acordo com os promotores e se declarou culpado de uma ofensa menos grave – relação sexual ilegal – para se livrar de outras quatro acusações, entre elas estupro e uso de drogas. O cineasta cumpriria então uma pena de 90 dias, mas foi liberado após 42 dias de detenção.

Temendo que o juiz do caso invalidasse o acordo e o obrigasse a passar anos na cadeia, Polanski fugiu para a França em 1978, sem jamais ser formalmente sentenciado. Como tem cidadania francesa, o cineasta acabou protegido pelas leis que proíbem a França de entregar seus cidadãos à Justiça de outros países. Por isso, mesmo que a Polônia aceite extraditar Polanski, tudo o que o diretor precisa fazer para não ser entregue às autoridades americanas é continuar em território francês.

(Da redação)