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Nova York recupera revolucionária moda juvenil dos anos 1960 em exposição

Nova York, 6 mar (EFE).- Um vestido diminuto estampado com a imagem de Bob Dylan ou sandálias com os rostos dos Beatles são algumas das peças reunidas em Nova York na exposição ‘Terremoto Juvenil – A revolução da moda de 1960’, que retorna a essa década na qual os jovens começaram a lançar tendências.

A mostra, organizada por estudantes do Fashion Institute of Technology (FIT), possui 30 artigos, procedentes da coleção permanente de seu museu, que abrangem o movimento mod e hippie, porque ‘os anos 1960 seguem fascinando muita gente’, afirmou à Agência Efe Cassidy Zachary, curadora da exposição.

‘Foi um período realmente divertido, estimulante para muitos estilistas e muito revolucionário, já que a partir desta década os jovens, que até então não tinham mais opção que vestir-se como seus pais, começaram a decidir o que era moda’, comentou Cassidy.

A revista ‘Vogue’ cunhou o termo ‘terremoto juvenil’ para referir-se à ‘ebulição da juventude em todos os campos’, fosse na política, na sociedade ou na cultura, algo que também atingiu a moda, que se viu sacudida por desenhos ‘atrevidos, inovadores e muitas vezes provocativos’, segundo a curadora.

Minissaias, botas longas, novos materiais de confecção como o plástico e o metal, cores intensas e estampas inspirados na música pop inundaram os estúdios dos estilistas e as lojas de roupa londrinas nessa década, e por isso a capital britânica se transformou no epicentro deste terremoto que foi a estética Mod.

Estilo que logo foi exportado para outras cidades como Paris e Nova York, para se transformar em um produto de consumo generalizado, adotado por estilistas de alta costura como Yves Saint Laurent e comercializado pelas grandes marcas a preços acessíveis para uma classe média de jovens que cada vez tinham maior poder aquisitivo.

No final dessa década, a estética mod se viu substituída pela influência do movimento hippie, ‘cujas amplas saias de algodão até os pés e suas blusas camponesas de inspiração étnica obtidas em lojas de segunda mão se transferiram à alta costura graças a estilistas como Giorgio di Sant’Angelo, que criou o estilo hippie-rico’, descreveu Cassidy. EFE