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No Twitter, Paola Carosella se opõe a Doria por greve geral

Em resposta a tuíte que dizia que o prefeito vai cortar ponto dos funcionários que aderirem à paralisação, chef lembrou a Constituição brasileira

Por Da redação - Atualizado em 26 abr 2017, 21h39 - Publicado em 26 abr 2017, 20h39

A chef argentina Paola Carosella, uma das juradas do reality culinário MasterChef Brasil, se opôs ao prefeito de São Paulo João Doria Júnior (PSDB) sobre a greve geral, convocada pelas centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência e marcada para esta sexta-feira. Em resposta a um tuíte do jornal O Estado de S.Paulo que afirmava que o prefeito cortará ponto dos funcionários que aderirem à paralisação, Paola citou um artigo da Constituição brasileira: “Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo. Lei Nro 7.783”.

Por causa do tuíte, a chef virou alvo de usuários da rede social que não concordam com a greve. Em uma mensagem grosseira, uma pessoa irrompeu em palavrões e chegou a xingar a argentina, dizendo que ela “vem para o nosso país e quer falar o que é certo e errado”. Paola respondeu: “Boa tarde. Apenas copiei o artigo 1 da Lei. 7.783. É uma lei do teu país”.

Paola continuou respondendo os comentários. “Concordo com a lei. Respeito o direito à greve, mas eu como autônomo tenho meu direito de ir e vir cerceado. E aí? Eles podem fazer isso?”, questionou uma pessoa. “Você tem e os que querem aderir têm. É um dia apenas. Eu nunca aderi a nenhuma greve e sou autônoma. Mas é um direito que deve ser respeitado. Acho”, disse a chef.

“STF já decidiu ser legal cortar ponto. Logo, o Doria está certíssimo. Quer fazer greve? Tem direito. Só não vai receber pra isso”, escreveu outro. “Se é um direito é direito. Assim cortam o mais básico dos direitos cívicos. Uma sociedade sem participação cívica é facilmente manipulada”, respondeu Paola.

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