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No hospital de ‘Amor à Vida’, sobram médicos – e que médicos…

Enquanto profissionais da saúde protestam contra as propostas do governo para o setor, na ficção faltam pacientes dispostos a ser atendidos pelo time de beldades

Enquanto médicos protestam contra mudanças propostas pelo governo para a área da saúde, sobram profissionais e faltam pacientes em um hospital de altíssimo padrão. Parece coisa de novela – e é. O hospital San Magno só existe na ficção e ocupa 6 mil metros quadrados do Projac, o centro de produções da TV Globo.

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Mas o que mais chama atenção no folhetim é que, pelos consultórios e salas de exames bem equipados do San Magno, os médicos são interpretados por galãs como Caio Castro, Julio Rocha e Mouhamed Harfouch. As enfermeiras são igualmente belas. O time de beldades em jalecos inspirou nas redes sociais propostas de emendas à MP dos Médicos. “Dilma, queremos médico padrão Caio Castro no SUS”, pediu Joseane Silva em sua página no Twitter sobre o ator que apareceu nu na trama nesta segunda-feira.

O mundo ideal, porém, vai cair por terra nos próximos capítulos da novela de Walcyr Carrasco. O diretor financeiro Félix (Mateus Solano) vai levar o hospital à falência após investir em um esquema clandestino de venda de silicone. Na sequência que foi ao ar nesta terça-feira, a médica Glauce (Leona Cavalli) matou a enfermeira que a viu trocando o material para o exame de DNA que comprovaria ser Paloma (Paolla Oliveira) a verdadeira mãe de Paulinha (Klara Castanho). Prova de que perfeição não existe, nem em novelas com Caio Castro em papel de médico.