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‘Não é um pornô’: Paul Schrader conta a experiência de administrar Lindsay Lohan no set de ‘The Canyon’

Veterano diretor e roteirista recebe homenagem no Festival do Rio e lança seu novo longa, estrelado por um ator pornô e pela incontrolável Lindsay Lohan

James Deen em cena de The Canyons ao lado de Lindsay Lohan James Deen em cena de The Canyons ao lado de Lindsay Lohan

James Deen em cena de The Canyons ao lado de Lindsay Lohan (/)

Uma jovem atriz bêbada, sempre atrasada e criando confusão. Um ator pornô no papel principal. Os dois elementos são dignos de ficção, mas foram parte real da história do 18º longa do cineasta Paul Schrader, que administrou esse tipo de situação ao longo das filmagens de The Canyons, que tem o astro de filmes eróticos James Deen como protagonista e a incontrolável Lindsay Lohan no elenco. Os dois personagens são o suficiente para criar a aura cult que atrai olhares para o filme, que tem sessão para convidados no Festival do Rio nesta terça, 1º de outubro, no Odeon – as exibições para o público serão nos dias 4 de outubro, às 16h30 e 21h30, no Leblon 2, e no dia 10 de outubro, nos mesmos horários, no Roxy 3.

“Onde ela (Lindsay Lohan) está, há sempre uma crise. Isso é exaustivo”, disse Schrader em entrevista ao site de VEJA. Há quase 40 anos em Hollywood, Paul Schrader é roteirista de clássicos como Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980) e A Última Tentação de Cristo (1988), todos dirigidos por Martin Scorcese. E acaba de completar 35 anos como diretor, responsável por filmes como Gigolô Americano (1980), A Marca da Pantera (1982) e O Dono da Noite (1992). Algumas dessas produções estão na mostra retrospectiva dedicado ao diretor, que, além de lançar The Canyons, é um dos homenageados do Festival do Rio deste ano.

No novo longa, Schrader se debruçou sobre a geração da internet para contar uma história que mistura cinema, sexo, drogas e juventude. Uma juventude conectada, como ele mesmo diz. “Eu sou de uma geração distante desses garotos sobre quem o filme fala. Eu não poderia escrever sobre eles. Mas ele (Bret Ellis, roteirista do filme) pode. Essa geração… Eles têm fios no cérebro”, comentou, na seguinte entrevista:

Esse é um filme sobre, entre outras coisas, jovens tentando fazer cinema em Hollywood. Como sua experiência de quase 40 anos no mercado interfere na história?

É mais sobre a geração da internet, a geração conectada. Sobre essas pessoas que estão se encontrando, conversando, namorando e transando pela internet. É um filme muito frio, por um lado. Não é meu material. Bret Ellis, um escritor, fez o roteiro. Eu sou de uma geração distante desses garotos sobre quem o filme fala. Eu não poderia escrever sobre eles. Mas ele (Bret Ellis) pode. E esses garotos do filme estão em Hollywood, mas sequer gostam de cinema. É um filme frio.

As pessoas têm opiniões sobre The Canyons antes mesmo de ver o filme. Muitas o enxergam como uma produção pornô com Lindsay Lohan. O que elas devem realmente esperar do filme? Ele é um pornô com a Lindsay Lohan?

Não, não é um pornô. Eu não precisava de um ator de filme adulto, o filme não é sobre sexo. Mas Bret levou James Deen para fazer um teste para o papel e ele foi ótimo. Vi ali que ele era o cara certo. Ele é forte como ator. Mas como ele é um grande astro de filmes adultos e há nudez no filme, as pessoas concluem isso. Se você põe em um site uma coisa, as pessoas acreditam nisso e compartilham. De certa forma, espalha-se a ignorância. Espalham-se os rumores, informações erradas.

Foi difícil lidar com a Lindsay Lohan?

Lindsay Lohan é uma pessoa trabalhosa, difícil de administrar. Ela vive num mundo de crises, a maioria delas criada por ela mesma. Onde ela está, há sempre uma crise. Isso é exaustivo.

E como foi trabalhar com o James Deen? Você o vê migrando da indústria pornô para o cinema convencional, trabalhando com ator em outros filmes não pornográficos?

James, você sabe… Se alguém oferecer um papel num filme, tenho certeza de que ele vai pensar no assunto. Eu posso vê-lo fazendo outros filmes, mas ele não está procurando por isso. Ele está em transição agora para a carreira de diretor de filmes adultos. O problema é que a indústria pornô também está em crise, já que a pornografia é gratuita agora (na internet). Então ele tem um site agora onde vende camisetas (risos).

Você já esteve no Rio antes? Como reagiu ao saber da homenagem no Festival?

Vim uma vez, há 20 anos. Naquela época, Fabiano Canosa (produtor cultural) me convidou. Eu já tive um bom número de retrospectivas e prêmios pelo conjunto da obra da minha carreira ao longo dos anos. Se você faz alguns filmes interessantes e vive tempo suficiente e concorda em aparecer e participar, isso acontece. Depois daqui, vou a mais dois festivais. Um em Ghent (Bélgica) e outro em Valladolid (Espanha). Recusei um na Holanda, um na Turquia e outro na Coreia, porque seria muito exaustivo. Há sempre um festival de cinema acontecendo no mundo, todos os dias. O Festival de Cinema de Nova York está acontecendo agora. Há mais festivais de cinema do que dias num ano.

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‘Blue Jasmine’

Blue Jasmine (Estados Unidos), de Woody Allen. Com Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins, Bobby Cannavale e Peter Sarsgaard.

Em 2008, o ex-investidor Bernard Madoff foi preso pelo FBI por fraude, e posteriormente condenado à prisão pelo maior escândalo financeiro da história americana. A história de sua mulher, Ruth Madoff, inspirou Woody Allen a escrever Blue Jasmine, um dos destaques do Festival do Rio. No filme, Jasmine é vivida com brilho por Cate Blanchett. Depois que as fraudes e traições de seu marido, Hal (Alec Baldwin), são descobertas e a família vai à falência, Jasmine é obrigada a ir para São Francisco pedir abrigo à irmã (Sally Hawkins), parte do lado pobre da família, de quem sempre manteve distância. O filme é um dos longas menos cômicos de Woody Allen, mas mantém a ironia, os bons diálogos e as grandes interpretações típicas de suas produções.

Sessões
29/09, 21h30: Cinemark Downtown 10
30/09, 19h: Cinemark Downtown 10
02/10, 16h30 e 21h30: Roxy 3
04/10, 14h e 19h: Leblon 2
10/10, 15h40 e 22h10: Estação Vivo Gávea 5

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‘Terra Prometida’

Terra Prometida (Promised Land; Estados Unidos / Emirados Árabes), de Gus Van Sant. Com Matt Damon, Frances McDormand, John Krasinski e Hal Holbrook.

O novo trabalho do cineasta Gus Van Sant chega ao Festival do Rio após ganhar a Menção Especial do júri internacional do Festival de Berlim, onde concorreu também ao Urso de Ouro. Com roteiro escrito por seus dois protagonistas, Matt Damon e John Krasinski, o filme é baseado no livro Promised Land, do jornalista Dave Eggers. É um drama sobre homens do campo que resistem a vender os direitos de perfuração de suas terras a uma grande empresa. Matt Damon e Frances McDormand são Steve Butler e Sue Thomason, comerciantes de uma empresa de gás natural que vão à pequena cidade de McKinley negociar com os moradores, assolados pela crise econômica. Parece uma missão fácil. Mas as ponderações de um antigo professor (Hal Holbrook) e a chegada de um ativista ambiental (John Krasinski) complicam as coisas.

Sessões
01/10, 14h e 19h: Roxy 3
02/10, 16h30 e 21h30: São Luiz 3
10/10, 17h e 21h30: Estação Rio 1

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‘The Zero Theorem’

The Zero Theorem (Estados Unidos / Romênia), de Terry Gilliam. Com Christoph Waltz, Mélanie Thierry, David Thewlis, Matt Damon e Tilda Swinton.

Conhecido por filmes futuristas de tom anárquico, como Brazil (1985) e Os 12 Macacos (1995), Terry Gilliam agora aposta numa ficção científica melancólica sobre um gênio da computação (Christoph Waltz) que, num mundo corporativo, busca descobrir o sentido da vida. Mas Homens-Câmera conhecidos como Management tentam distraí-lo mandando uma jovem provocante e um hacker adolescente para sua vida. Ganhador dos Oscars de melhor ator coadjuvante em 2010 e 2013, por Bastardos Inglórios e Django Livre, ambos de Tarantino, Christoph Waltz tem sido elogiado pelo filme, assim como Matt Damon e Tilda Swinton. O longa em si, no entanto, tem despertado opiniões antagônicas por onde passa: há quem ame e quem odeie. O espectador brasileiro tem agora a chance de chegar à sua própria conclusão.

Sessões
30/09, 16h30 e 21h30: Leblon 2
01/10, 14h30 e 21h30: Estação Botafogo 1
03/10, 14h e 19h: Roxy 3

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‘Only Lovers Left Alive’

Only Lovers Left Alive (Reino Unido / França / Alemanha / Chipre / Estados Unidos), de Jim Jarmush. Com Tom Hiddleston, Tilda Swinton, Mia Wasikowska e Anton Yelchin.

Indicado à Palma de Ouro de Cannes, o novo drama de Jim Jarmush conta a história de dois vampiros apaixonados um pelo outro por séculos. Tom Hiddleston é Adam e Tilda Swinton é Eve, os vampiros originais, com visual de astros de rock soturnos. Os dois se reencontram após séculos e resolvem fazer uma jornada de Detroit ao Tânger, mas têm suas vidas chacoalhadas pela chegada da incontrolável Ava (Mia Wasikowska), irmã de Eve. Sombrio, o filme é uma história de amor e sangue bem diferente da contada por longas adolescentes como os da série Crepúsculo. A atmosfera escura do longa permeia o amor de Adam e Eve pela arte e o desprezo que sentem pela humanidade.

Sessões
05/10, 23h59: Estação Rio 1
07/10, 17h50: Estação Vivo Gávea
08/10, 14h e 19h: Leblon 2
10/10, 15h20 e 21h40: São Luiz 3

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‘Gare du Nord’

Gare du Nord (França / Canadá), de Claire Simon. Com Nicole Garcia, Reda Kateb, Monia Chokri e François Damiens.

O Festival do Rio faz uma mostra da obra da francesa Claire Simon, apresentando seis filmes: os documentários Custe o que Custar, de 1995 Mimi, de 2003 e Geografia Humana, de 2013; e as ficções Pegando Fogo, de 2006, As Oficinas de Deus, de 2008, e Gare Du Nord, de 2013. Este último conta a história de quatro pessoas que se esbarram na Gare du Nord, estação de trem parisiense: Sacha (François Damiens), que espera encontrar a filha que fugiu; Joan (Monia Chokri), corretora de imóveis que encontra clientes na estação; Ismael (Reda Kateb), estudante universitário; e Mathilde (Nicole Garcia), ex-professora de ciências sociais. A partir de encontros inesperados em um ambiente tipicamente de passagem, suas vidas mudam. O foco é no romance de Mathilde e Ismael, apesar da grande diferença de idade entre eles.

Sessões
08/10, 13h20 e 19h30: Estação Ipanema 1
09/10, 20h: Instituto Moreira Salles

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‘Taboor’

Taboor (Irã), de Vahid Vakilifar. Com Mohammad Rabbanipour.

Um exemplar do cinema fantástico iraniano, raro por essas bandas, Taboor conta a história de um homem (Mohammad Rabbanipour) que, numa Teerã do futuro, se embala em alumínio antes de sair pelas ruas à noite com sua motocicleta, eliminando ninhos de baratas e servindo como alvo para pessoas que atiram coisas nele. O alumínio, explica-se, é para protegê-lo de ondas eletromagnéticas que invadem o ar neste futuro surreal construído pelo diretor de Vahid Vakilifar. O filme, quase mudo, com poucas frases ao longo de seus 84 minutos, fez parte da seleção oficial dos festivais de Tribeca e Roterdã 2013.

Sessões
06/10, 17h10: Estação Rio 3
08/10, 15h20 e 21h50: Estação Vivo Gávea 1
10/10, 19h40: Estação Botafogo 1

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‘Nebraska’

Nebraska (Estados Unidos), de Alexander Payne. Com Bruce Dern, Will Forte, June Squibb e Stace Keach.

Um road movie em preto e branco de Alexander Payne, diretor de Sideways (2004) e Os Descendentes (2011). Indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, o longa ganhou o prêmio de melhor ator no Festival, para Bruce Dern. Ele interpreta Woody Grant, alcoólatra de personalidade irascível que apresenta sinais de demência e acredita ter ganho uma fortuna em sua cidade natal, Lincoln, no estado do Nebraska. Ele sai então em viagem de Bilings, Montana, onde vive, para o Nebraska, junto com seu filho, David (Will Forte). No meio do caminho, eles se reúnem com parentes que também acreditam que Woody ficou rico e tentam tirar vantagem disso.

Sessões
27/09, 14h30 e 21h30: Estação Botafogo 1
28/09, 14h e 19h: Cinepolis Lagoon 5
29/09, 14h e 19h: Roxy 3
04/10, 14h e 19h: São Luiz 3

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‘O Lobo Atrás da Porta’

O Lobo Atrás da Porta (Brasil), de Fernando Coimbra. Com Milhem Cortaz, Leandra Leal e Fabiula Nascimento.

Em 1960, Neide Maia Lopes ficou conhecida como a Fera da Penha após assassinar uma menina de 4 anos para se vingar do pai da menina, seu amante. Essa história, que chocou o Brasil, serve de inspiração para O Lobo Atrás da Porta, longa de estreia do diretor Fernando Coimbra. O filme começa quando uma mãe, Sylvia (Fabiula Nascimento), vai buscar a filha de 6 anos na escola, e descobre que outra mulher a levou. A partir daí, a história é narrada pelo pai da criança, Bernardo (Milhem Cortaz), e por sua amante, Rosa (Leandra Leal), principal suspeita do sumiço. Duas versões são apresentadas ao espectador, que vai tirando suas próprias conclusões. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Toronto.

Sessões
06/10, 15h: Pavilhão do Festival
07/10, 16h45 e 21h45: São Luiz 4
08/10, 21h30: Cinemark Botafogo 4

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‘Apenas Deus Perdoa’

Apenas Deus Perdoa (Only God Forgives; Estados Unidos / Tailândia / França / Suécia), de  Nicolas Winding Refn. Com Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas e Vithaya Pansringarm.

Julian (Ryan Gosling) é um britânico que há dez anos vive em Bangcoc, onde comanda um clube de boxe, fachada para uma operação de tráfico de drogas, ao lado do irmão mais novo. Quando o irmão mata uma prostituta e é assassinado em seguida, Julian recebe a visita da mãe, Crystal (Kristin Scott-Thomas), que insiste que Julian encontre e mate o assassino de seu filho caçula. Senha para que o longa mergulhe em uma espiral de vilência. Apenas Deus Perdoa repete a dobradinha do sucesso Drive, entre o diretor Nicolas Winding Refn e o astro Ryan Gosling. Em 2011, por Drive, Refn levou o prêmio de melhor diretor em Cannes. Esse ano, no mesmo festival, seu novo filme foi recebido por vaias de uma parte do público e aplausos por outra. É ver para decidir quem estava com a razão: quem amou ou quem odiou a explosão de violência nas telas.

Sessões
27/09, 16h30 e 21h30: São Luiz 3
28/09, 14h e 19h: Roxy 3
02/10, 16h30 e 21h30: Leblon 2
09/10, 16h e 20h: Estação Botafogo 1

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‘Gravidade’

Gravidade (Gravity; Estados Unidos / Reino Unido), de Alfonso Cuarón. Com Sandra Bullock, George Clooney e Ed Harris.

O filme teve uma estreia arrebatadora no Festival de Veneza, no fim do mês passado, arrancando palmas e elogios dos críticos. Nele, a engenheira Ryan Stone (Sandra Bullock) fez sua primeira missão espacial ao lado do experiente astronauta Matt Kowalsky (George Clooney). Mas sua nave é destruída e os dois, que estavam em um passeio do lado de fora, ficam completamente sozinhos na imensidão. Durante 91 minutos, o espectador acompanha o desespero e a solidão de um homem e uma mulher, perdidos no espaço e tentando encontrar um caminho de volta para casa. Diretor de E Sua Mãe Também (2001) e de Filhos da Esperança (2006), Alfonso Cuarón ganhou o Future Film Festival Digital Award do Festival de Veneza por Gravidade.

Sessões
28/09, 23h59: Odeon
03/10, 14h e 19h: São Luiz 3
07/10, 16h30 e 21h30: Leblon 2
10/10, Cinemark Downtown 10

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‘Heli’

Heli (México / França / Alemanha / Holanda), de Amat Escalante. Com Armando Espitia, Andrea Vergara e Linda González.

Amat Escalante ganhou o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes por Heli, filme que expõe a violência que assola uma cidadezinha mexicana. Nela vive Estela (Andrea Vergara), menina de 12 anos que vive uma paixão Alberto (Juan Eduardo Palacios), cadete de 17. Para ganhar dinheiro para fugir com Estela, Alberto resolve roubar alguns pacotes de cocaína. É a senha para uma escalada de violência que atinge não só sua vida e a de Estela, mas também à do irmão mais velho da menina, Heli (Armando Espitia), que se envolve numa progressão de agressão e crueldade. Uma história contada com cenas de violência realista, num ambiente árido e opressivo.

Sessões
03/10, 14h15: Estação Rio 2
04/10, 13h30 e 22h10: Estação Vivo Gávea 5
08/10, 21h30: Cinemark Downtown 10
09/10, 19h: Cinemark Downtown 10

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‘A Garota de Lugar Nenhum’

A Garota de Lugar Nenhum (La fille de nulle part; França), de Jean-Claude Brisseau. Com de Jean-Claude Brisseau, Virginie Legeay, Claude Morel, Lise Bellynck

Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno 2012, o filme é dirigido e protagonizado por Jean-Claude Brisseau, que escolheu seu próprio apartamento como locação principal. Ele vive Michael, um professor aposentado que acolhe em sua casa uma moça de 26 anos, Dora (Virginie Legeay), a quem encontrou machucada nas escadas do prédio. A partir daí, acontecimentos misteriosos e fantasmagóricos tomam conta da casa. Portas batem sozinhas, objetos tremem e mesas levitam no novo longa do polêmico cineasta francês – que em 2005 foi condenado a um ano de prisão por assédio sexual a duas atrizes durante as filmagens de Coisas Secretas (2002).

Sessões
28/09, 14h30: Estação Rio 1
01/10, 16h30 e 21h30: São Luiz 3
03/10, 17h20: Estação Ipanema 1

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‘Mato sem cachorro’

Mato sem Cachorro (Brasil), de Pedro Amorim. Com Leandra Leal, Bruno Gagliasso e Danilo Gentili.

Comédia romântica brasileira sobre Guto, um cachorro que desmaia sempre que fica muito excitado, e seus donos, Deco (Bruno Gagliasso) e Zoé (Leandra Leal). Os dois se conhecem justamente quando Deco quase atropela Guto – que, claro, desmaia antes de ser atingido. Tornam-se um casal e vivem felizes com o cachorro. Até que, dois anos depois, Zoé termina o relacionamento, arranja outro namorado (Enrique Diaz) e ainda fica com a guarda de Guto. Deco primeiro fica na fossa. Depois, se revolta e pede ajuda a seu primo, Leléu (Danilo Gentili), para se vingar sequestrando o cachorro e o levando de volta para casa. Vai abrir a Première Brasil.

Sessões
28/09, 14h30: Estação Rio 1
01/10, 16h30 e 21h30: São Luiz 3
03/10, 17h20: Estação Ipanema 1

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‘Walesa’

Walesa (Polônia), de Andrzej Wajda. Com Robert Wieckiewicz, Agnieszka Grochowska.

Cinebiografia de Lech Walesa, ex-líder sindical e primeiro presidente da Polônia eleito pelo voto popular após o fim do comunismo, em 1990. Eletricista, funcionário de um estaleiro, Walesa liderou o sindicato Solidariedade e a revolução que pôs fim à ditadura comunista em seu país. De quebra, ainda ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1983. É essa a história contada pelo mestre do cinema polonês Andrzej Wajda, 86 anos, de Danton (1983) e Os Possessos (1988). No papel principal, Robert Wieckiewicz dá veracidade a Walesa, num filme que apresenta um retrato enérgico de seu personagem. Fez parte da seleção oficial dos festivais de Veneza e Toronto 2013.

Sessões
01/10, 13h30 e 19h40: Estação Vivo Gávea 5
04/10, 15h20 e 21h45: Estação Ipanema 1

http://www.youtube.com/embed/zEp85btHaUo
‘Bastardos’

Bastardos (Les salauds; França / Alemanha), de Claire Denis. Com Vincent Lindon, Chiara Mastroianni e Julie Bataille.

Selecionado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2013, Bastardos é uma história em que nada nem ninguém é exatamente o que parece num primeiro momento. No longa da cineasta francesa Claire Denis, Vincent Lindon é Marco, capitão de um navio que abandona seu posto para dar suporte à irmã, Sandra (Julie Bataille), depois que o marido dela – e melhor amigo de Marco – se suicida. Além disso, a filha de Sandra está desaparecida e, segundo ela, a culpa de tudo é do poderoso executivo Edouard Laport (Michel Subor), responsável pela falência da família. Marco se envolve com a amante (Chiara Mastroianni) do empresário para se aproximar dele e se vingar. Mas começa a descobrir que sua irmã anda escondendo coisas dele.

Sessões
29/09, 12h30: Estação Rio 1
30/09, 13h30 e 20h: Estação Vivo Gávea 5

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‘Jovem e Bela’

Jovem e Bela (Jeune & Jolie; França), de François Ozon. Com Marine Vacth, Géraldine Pailhas e Frédéric Pierrot.

Quatro canções de Françoise Hardy permeiam as quatro estações do ano em Jovem e Bela, novo longa do cineasta François Ozon – de Oito Mulheres (2002) e Dentro de Casa (2012). Um ano na vida da linda Isabelle (Marine Vacth), menina de 17 anos que vive em uma família estruturada e não tem preocupações financeiras, mas resolve se prostituir. Uma lolita amoral e sem arrependimentos, Isabelle quer experimentar e conhecer o próprio corpo. Em cada estação, sua vida é vista pelos olhos de um voyeur: seu irmão, um cliente, a mãe e o padrasto. Foi indicado à Palma de Ouro em Cannes.

Sessões
28/09, 16h30 e 21h30: Leblon 2
29/09, 16h45 e 21h45: São Luiz 4
02/10, 17h: Estação Rio 1
04/10, 16h30: Estação BarraPoint 1

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‘Serra Pelada’

Serra Pelada (Brasil), de Heitor Dhalia. Com Wagner Moura, Júlio Andrade, Matheus Nachtergaele, Juliano Cazarré, Sophie Charlotte e Laura Neiva.

Nos anos 80, uma serra localizada no Pará, a Serra Pelada, se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo, para onde correram milhares de brasileiros em busca de ouro. O sonho de muitos desses homens virou um pesadelo de pobreza e violência. Esse é o ponto de partida do novo longa do pernambucano Heitor Dhalia – diretor de O Cheiro do Ralo (2006). No filme, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) são dois amigos que partem de São Paulo em direção a Serra Pelada em 1980. Eles sonham com a riqueza. Mas, chegando ao garimpo, os dois se afastam, enquanto suas vidas tomam novos rumos: Juliano é envolvido com tráfico de ouro e Joaquim questiona seus valores.

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‘Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes’

Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes (Brasil), de Guilherme Azevedo.

O assassinato do jornalista Tim Lopes, da TV Globo, por traficantes da Vila Cruzeiro chocou o Brasil em 2002. Agora, 11 anos depois, seu filho, Bruno Quintella escreveu o roteiro de Histórias de Arcanjo, que conta casos da vida e do trabalho de Tim, que costumava se disfarçar para frequentar, incógnito, os ambientes que retratava em reportagens. Dirigido por Guilherme Azevedo, o documentário conta um pouco quem era Tim sob o ponto de vista de seu filho, através de relatos de amigos. De quabra, traça sua trajetória profissional de 1969, quando ingressou na Manchete, a 2002.

Sessões
29/09, 13h: Pavilhão do Festival
30/09, 14h15 e 19h15: São Luiz 4
01/10, 19h: Cinemark Botafogo 4
02/10, 20h: Ponto Cine

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‘O Espírito de 45’

O Espírito de 45 (The Spirit of 45; Reino Unido), de Ken Loach.

O veterano cineasta britânico Ken Loah – de Terra e Liberdade (1995), Pão e Rosas (2000) e Ventos da Liberdade (2006) – faz um documentário sobre o espírito de união britânico do pós-guerra, um momento que desembocou no welfare state, ou Estado do bem-estar social. O filme busca mostrar que a vitória do Partido Trabalhista inglês de Clement Attlee sobre os conservadores liderados por Winston Churchill após a Segunda Guerra Mundial tem repercussões até os dias de hoje. Fez parte da seleção oficial do Festival de Berlim.

Sessões
27/09, 16h45: Estação Rio 2
29/09, 17h50: Estação Vivo Gávea 5
03/10, 19h20: Estação Botafogo 1

http://www.youtube.com/embed/G93beiYiE74
‘Blackfish’

Blackfish (Estados Unidos), de Gabriela Cowperthwaite.

Blackfish não é para estômagos fracos. Com imagens fortes e violentas, o documentário conta a história de Tilikum, a principal baleia orca do parque temático SeaWorld, em Orlando, Estados Unidos, envolvida nas mortes de três pessoas: duas treinadoras, em 1991 e em 2010, e um homem que ficou no parque após o seu fechamento, em 1999. O filme discute o quanto o nível de estresse a que as orcas são submetidas em parques temáticos influencia em seu comportamento. Tilikum continua em atividade no Seaworld. Indicado ao Grande Prêmio do Júri do Festival de Sundance.

Sessões
27/09, 17h: Estação Rio 1
28/09, 14h e 19h: São Luiz 3
29/09, 14h30: Centro Cultural Justiça Federal 1
30/09, 19h: Cine Santa
02/10, 15h30 e 22h: Estação Vivo Gávea 4

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‘Nossa Querida Freda – A Secretária dos Beatles’

Nossa Querida Freda – A Secretária dos Beatles (Good Ol’ Freda; Reino Unido / Estados Unidos), de Ryan White.

A história da mulher que foi secretária dos Beatles de 1961 a 1972, contada por ela mesma pela primeira vez. Freda Kelly, chamada pelos quatro rapazes de Liverpool de “Good Ol’ Freda”, era uma fã de 17 anos que foi escolhida para cuidar da correspondência de John, Paul, George e Ringo, além de realizar outros trabalhos para seu empresário, Brian Epstein. Só agora, mais de 40 anos após o fim da banda, a discreta Freda decidiu contar sua história, recheada de casos divertidos, como quando ela fez John Lennon se ajoelhar e implorar para ela continuar sendo sua secretária.

Sessões
28/09, 12h30: Estação Rio 1
29/09, 21h40: Estação Ipanema 1
01/10: Estação Barra Point 1
05/10, 16h30 e 21h30: Roxy 3

http://www.youtube.com/embed/sXGVkAsIAos
‘Eu Sou Divine’

Eu Sou Divine (I Am Divine; Estados Unidos), de Jeffrey Schwarz.

A trajetória de um menino gordinho que gostava de se vestir com as roupas da mãe, que usou drogas, roubou e cometeu fraudes na juventude e se tornou a drag queen mais famosa e irreverente do mundo é contada com humor pelo diretor Jeffrey Schwarz. Harris Glenn Milstead alcançou o sucesso como Divine após se tornar a musa gordinha e escandalosa do cineasta John Waters, estrela de filmes como Pink Flamingos (1972), Polyester (1981) e Hairspray – E Éramos Todos Jovens (1988, ano de sua morte, aos 42 anos).

Sessões
27/09, 23h59: Estação Botafogo 1
30/09, 18h10: Estação Vivo Gávea 5
01/10, 15h10 e 21h40: Estação Ipanema 1