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Musa fitness Pugliesi pode captar R$ 2 milhões para reality

Valor será arrecadado por meio da Lei do Audiovisual para um programa sobre a rotina da blogueira fitness

O projeto intitulado A Vida É Mara, um reality show sobre o dia a dia da blogueira Gabriela Pugliesi, foi aprovado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) para captar até 2.280.030,35 reais por meio da Lei do Audiovisual. De acordo com o site da agência, a captação ocorre desde o dia 2 de agosto e segue até 31 de dezembro de 2020. Como as leis de incentivo foram criadas para estimular a produção cultural, houve quem estranhasse o projeto, e foi criado um abaixo-assinado no site Petição Online contra a proposta, que já conta com 17.000 assinaturas.

Segundo a sinopse da produção, a primeira temporada trataria do universo de Gabriela, que tem hoje 3,6 milhões de seguidores no Instagram, e das pessoas mais próximas a ela, “fazendo uma passagem rápida pela infância, quando ela sofria com bullying na escola, até a evolução que a fez chegar ao posto da musa fitness mais consagrada do Brasil, com milhares de fãs e todo o glamour que vive hoje”.

*Atualização, às 15h37: A assessoria de Gabriela Pugliesi procurou VEJA para informar que a blogueira desistiu de participar do projeto. “Gabriela Pugliesi gostaria de esclarecer que apesar de ter sido convidada pela produtora Rio Cinema Digital para um projeto na TV, no decorrer do desenvolvimento ela não se sentiu à vontade com o formato do programa e decidiu não seguir com o projeto”, diz nota enviada ao site.

O programa será veiculado por uma emissora paga de televisão e foi inscrito na Lei do Audiovisual pela produtora Rio Cinema Digital do diretor Gabriel Mellin, também responsável pela série Por trás da Canção sobre as histórias de composições musicais brasileiras exibida pelos canais Multishow e Bis.

A Lei número 8.685/93 funciona como um apoio indireto a projetos brasileiros de audiovisual. Contribuintes físicos ou jurídicos podem optar pelo abatimento ou isenção de tributos no Imposto de Renda desde que eles direcionem recursos a obras aprovadas pela Ancine. O limite de dedução no IR para pessoas físicas é de no máximo 6%, enquanto para empresas fica em 4%.

Comentários

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  1. Artur Britto

    Com certeza há apadrinhamento de algum político corrupto para conseguir esse incentivo indevido. Essa Lei Rouanet só serve para beneficiar quem não precisa e apadrinhados políticos.

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