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Mostra sobre Hitchcock em SP recria atmosfera de filmes

Exposição do Museu da Imagem e do Som (MIS) em homenagem ao cineasta aposta em clima imersivo do suspense

O que tem por trás de uma porta fechada? Ou melhor: o que está do outro lado de uma porta suspeita e pouco iluminada, enquanto ao fundo uma música instrumental dramática parece dizer “não toque nesta maçaneta”. A atmosfera de tensão e mistério criada por Alfred Hitchcock em seus filmes fez com que seu nome se tornasse adjetivo no meio cinematográfico. E suas lições como mestre do estilo dão o tom da mostra Hitchcock – Bastidores do Suspense, que abre no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, nesta sexta-feira 13, com programação ao longo de toda a madrugada.

A porta misteriosa que deve ser aberta pelo visitante, ou o telefone que toca incessantemente à espera de algum corajoso que o atenda, são elementos da exposição em homenagem ao cineasta britânico, dono de obras-primas como Janela Indiscreta (1954), Um Corpo que Cai (1958), Psicose (1960) e Os Pássaros (1963), entre tantos outros bons títulos que competem entre si pelo prêmio de melhor ou mais chocante.

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Sem objetos originais de acervo, a exposição, 100% pensada e executada pelo museu paulistano, com curadoria de André Sturm, se ampara na experiência imersiva dos sentidos. Logo na entrada, o tilintar de facas no escuro cria o primeiro climão, que precede a primeira porta de madeira a ser aberta pelo visitante. A partir dali, surge um labirinto de paredes, portas e cortinas. Em cada ambiente, um filme, que ganha um resumo, ficha técnica e cartazes antes de ser revelados com cenários parecidos ou instalações artísticas. O projeto arquitetônico assinado pelo Atelier Marko Brajovic remete às muitas casas usadas como cenário por Hitchcock, ao mesmo tempo que promove o sentimento de estar perdido – outro velho elemento do mistério.

Instalação do filme ‘Os Pássaros’, na exposição ‘Hitchcock – Bastidores do Suspense’ no MIS – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo

Instalação do filme ‘Os Pássaros’, na exposição ‘Hitchcock – Bastidores do Suspense’ no MIS – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo (Heitor Feitosa/VEJA.com)

Próximo ao fim, entrevistas em vídeos com especialistas e o próprio Hitchcock servem como material didático e fonte para curiosos. A experiência é finalizada com duas possibilidades de saída. Na mais simples, o visitante entra em um corredor e se descobre dentro do Bates Motel, o aterrorizante casarão onde vive Norman Bates, o assassino de Psicose. Quem optar pela opção que demanda coragem – e paciência para encarar a fila – também passará pelo hotel, só que através de um Escape, aquele jogo de lógica em que um grupo precisa decifrar um mistério para sair de um quarto fechado.

Recriação do Bates Motel, do filme ‘Psicose’, na exposição ‘Hitchcock – Bastidores do Suspense’ no MIS – Museu da Imagem e do Som em São Paulo

Recriação do Bates Motel, do filme ‘Psicose’, na exposição ‘Hitchcock – Bastidores do Suspense’ no MIS – Museu da Imagem e do Som em São Paulo (Heitor Feitosa/VEJA.com)

A exposição fica em cartaz até o dia 21 de outubro. O ingresso custa 12 reais (inteira) e 6 reais (meia). Aos visitantes desta sexta, durante a noite, vale conferir a maratona de filmes que vai exibir Os Pássaros, Trama Macabra e O Homem que Sabia Demais.

Confira na galeria abaixo mais imagens da mostra: