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Morre Zygmunt Bauman, criador do conceito de modernidade líquida

Sociólogo e filósofo polonês tinha 91 anos

Por Da redação - Atualizado em 9 jan 2017, 18h10 - Publicado em 9 jan 2017, 15h31

Morreu nesta segunda-feira o educador, sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman. Conhecido como criador do conceito de modernidade líquida, Bauman, 91 anos, faleceu na cidade de Leeds, onde vivia. A notícia foi dada pelo jornal Gazeta Wyborcza

Um dos mais proeminentes intelectuais do século XX, Bauman nasceu na Polônia, em 1925. De origem judia, o sociólogo deixou o país com sua família ainda na infância para fugir da perseguição nazista. Instalou-se na URSS, onde viveu até 1968, após ser expulso do Partido Comunista. Mudou-se para Tel -Aviv e depois para a Inglaterra, onde produziu a maior parte de seus escritos. 

O padrão volátil dos relacionamentos e do consumo era um dos temas caros ao sociólogo, e foi dissecado em livros como Vida para Consumo, Tempos Líquidos, A Sociedade Individualizada, Modernidade Líquida, O Mal-Estar da Pós-Modernidade, Amor Líquido e Capitalismo Parasitário são alguns de seus textos que fizeram sucesso pelo mundo.

Editora Zahar é a principal responsável pela obra de Bauman no Brasil. Para janeiro, a casa publicadora já prepara o lançamento de um novo escrito do autor, Estranhos à Nossa Porta, uma reflexão sobre a crise migratória atual. 

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Sua obra foi reconhecida com diversos prêmios, entre eles o Príncipe das Asturias de comunicação e humanidades, em 2010.

 

 

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