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Morre o controverso historiador alemão Ernst Nolte

Nolte, um dos mais célebres e controvertidos historiadores da Alemanha, que tentou mostrar a interdependência entre o comunismo, o fascismo e o nazismo

Por Da redação - 18 ago 2016, 13h13

Ernst Nolte, um dos mais célebres e controvertidos historiadores da Alemanha, que tentou mostrar a interdependência entre o comunismo, o fascismo e o nazismo, morreu nesta quinta-feira, aos 93 anos. Nolte iniciou nos anos 1980 a famosa “guerra dos historiadores” alemães ao publicar um artigo, “Um passado que não quer passar”, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. Sua tese, segundo a qual o nacional-socialismo seria uma reação à “ameaça existencial” da revolução russa e seus crimes em massa, provocou indignação de alguns especialistas, incluindo o filósofo Jürgen Habermas, e marcou o início de uma longa polêmica a respeito.

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O vínculo causal que Nolte estabeleceu entre o Gulag e Auschwitz valeu a ele críticas que o acusam de minimizar os crimes nazistas e suspeitas de revisionismo, das quais sempre se defendeu. Nascido em Witten (oeste), Ernst Nolte ensinou durante anos na Universidade Livre de Berlim.

Entre suas obras mais destacadas, figura O Fascismo em Sua Época, uma análise da natureza do fascismo graças à qual ficou conhecido nos anos 1960, e A Guerra Civil Europeia, 1917-1945. Nacional-Socialismo e Bolchevismo, lançado no final dos anos 1980.

(Com agência France-Presse)

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