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Morre Claudine Auger, primeira ‘Bond Girl’ francesa

Atriz interpretou Domino Derval ao lado de Sean Connery no longa '007 Contra a Chantagem Atômica', de 1965

Por Redação - Atualizado em 20 dez 2019, 11h02 - Publicado em 20 dez 2019, 10h52

Morreu na última quinta-feira, 19, aos 78 anos, a atriz Claudine Auger. Ela ficou conhecida por estrelar ao lado de Sean Connery como Domino Derval no filme 007 Contra a Chantagem Atômica, em 1965, interpretando a primeira de muitas “Bond girls” francesas da saga. De acordo com a agência Time Art, a atriz morreu em sua casa, em Paris, e a causa é desconhecida.

Nascida na capital francesa em 26 de abril de 1941, Claudine iniciou a carreira artística como modelo em concursos de beleza. Aos 17 anos, foi vice-campeã da edição de 1958 do Miss Mundo representando a França. Não demorou muito para que trocasse as passarelas pelas telas – no mesmo ano, foi escalada como figurante para o filme Christine, de Pierre Gaspard-Huit, com quem se casou anos depois. Seguiram-se a ele O Testamento de Orfeu, de Jean Cocteau, no mesmo ano, e Terrain Vague, de Marcel Carné, em 1960.

Ao longo de sua carreira, Claudine atuou em longas em inglês, francês e italiano. Ganhou notoriedade em 1965, quando foi escalada no filme 007 Contra a Chantagem Atômica como par romântico de Sean Connery. O papel, inicialmente, iria para uma atriz italiana. Mas a francesa impressionou tanto os produtores com o seu teste que eles decidiram reescrever a personagem especialmente para ela, abrindo caminho para outras “Bond girls” francesas como Léa Seydoux, Eva Green, Sophie Marceau, Carole Bouquet e Bérénice Marlohe.

Claudine Auger e Sean Connery durante 007 Reprodução/Getty Images
Claudine Auger e Sean Connery durante divulgação do filme 007, em 1965 Reprodução/Getty Images

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Depois do sucesso com a saga de James Bond, se destacou no cinema italiano em filmes como Operação São Genaro, de Dino Risi, Os Amores de um Demônio, de Ettore Scala, e Banho de Sangue, de Mario Bava. Na França, atuou em longas de Jacques Deray, como o romance Um Pouco de Sol na Água Fria e That Man George. Seu último papel no cinema foi com o longa de 1997 The Red and the Black, de Jean-Daniel Verhaeghe.

Claudine foi casada duas vezes – primeiro com o diretor Pierre Gaspard-Huit e, depois com o empresário britânico Peter Brent, com quem teve a filha Jessica Claudine Brent, nascida em 1991.

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