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Morre a atriz francesa Stéphane Audran, musa de Claude Chabrol

Figura do cinema francês dos anos 1970 e 80, Stéphane Audran recebeu o Urso de Prata em Berlim em 1968 por 'As Corças'. Ela tinha 85 anos e um filho

Ela encarnou burguesas diante da câmera de seu ex-marido Claude Chabrol, e teve dois de seus melhores papéis em O Discreto Charme da Burguesia e A Festa de Babette: a atriz francesa Stéphane Audran faleceu nesta terça-feira aos 85 anos. “Minha mãe estava doente há algum tempo. Ela foi hospitalizada há dez dias e voltou para casa. Ela partiu pacificamente esta noite por volta das duas da manhã”, anunciou o filho, Thomas Chabrol.

Figura do cinema francês dos anos 1970 e 80, Stéphane Audran recebeu o Urso de Prata em Berlim em 1968 por As Corças, de Claude Chabrol, um Bafta britânico de Melhor Atriz em 1974 por O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Buñuel, e por Juste avant la nuit, de Chabrol, além do César de Melhor Atriz Coadjuvante por Violette Nozière, também de Chabrol, em 1979.

“Stéphane era uma atriz muito boa. Era ótima para interpretar mulheres livres e independentes, como ela mesma era na vida”, reagiu o diretor Jean-Pierre Mocky, que havia dirigido a atriz em Les Saisons du plaisir em 1988.

Biografia e obra

Stephane Audran, cujo nome verdadeiro era Colette Suzanne Dacheville, nasceu em Versalhes (Yvelines) em 8 de novembro de 1932. Ela conheceu no curso Dullin um ator iniciante, Jean-Louis Trintignant, com quem se casou, mas se separou rapidamente, quando o último se apaixonou por Brigitte Bardot.

Claude Chabrol, que não resistiu ao seu charme, a contratou em 1959 para Les Cousins. Este foi o início de uma colaboração muito proveitosa de mais de vinte filmes. Asssim, tornou-se uma musa quase exclusiva de Chabrol, com quem se casou em 1964, depois de ter dado a ele um filho, Thomas, filmando em um ritmo acelerado, às vezes até quatro por ano, como em 1970.

Ela se separou de Claude Chabrol em 1980, sem que a colaboração artística tenha sido prejudicada. Naquela década, participou em filmes estrangeiros como Beyond the Glory, de Samuel Fuller, e especialmente A Festa de Babette, do dinamarquês Gabriel Axel, Oscar de melhor filme estrangeiro em 1988.