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Mocidade Alegre é bicampeã do Carnaval de São Paulo

Com a mesma pontuação da segunda colocada, e um décimo à frente no desempate, agremiação levou para o Sambódromo enredo sobre a sedução

Por Da Redação - 12 fev 2013, 16h59

A Mocidade Alegre é bicampeã do Carnaval de São Paulo. A escola levou para a avenida o samba-enredo A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação… Da Versão Original, Qual Será o Final? no segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi. Esse é o oitavo título da escola representante do bairro do Limão; o último troféu foi conquistado no ano passado com samba-enredo que celebrava o centenário de Jorge Amado. O primeiro lugar foi disputado acirradamente com a Rosas de Ouro, que ficou na vice-liderança com os mesmos 268,9 pontos, mas um décimo atrás no quesito enredo, justamente o utilizado no critério de desempate. A Águia de Ouro ficou em terceiro lugar e foi a única penalizada: a escola perdeu um ponto e um décimo por ter estourado em um minuto o tempo máximo de 65 minutos durante desfile no Sambódromo.

As notas para os nove quesitos foram apresentadas na seguinte ordem: comissão de frente, evolução, fantasia, bateria, alegoria, harmonia, samba-enredo, mestre-sala e porta-bandeira e enredo.

As agremiações Mancha Verde e Vila Maria foram rebaixadas ao Grupo de Acesso.

Sem confusão – Neste ano, as torcidas foram proibidas de entrar no sambódromo e tiveram que acompanhar a apuração nas quadras das escolas de samba. Cada escola de samba teve permissão para levar dez integrantes que receberam uma pulseira especial e foram revistados, o que garantiu um clima de tranquilidade durante a leitura das notas. A restrição durante a apuração das notas aconteceu devido à invasão de torcedores registrada no ano passado, quando torcedor da escola Império de Casa Verde invadiu a área reservada à organização e rasgou cédulas de votação. Integrantes da Império de Casa Verde e Gaviões da Fiel foram detidos, mas liberados em seguida após pagamento de fiança de 12,4 mil reais. Em depoimento, eles alegaram que havia “um acordo de cavalheiros” para que nenhuma escola saísse campeã naquele ano devido à troca de dois jurados um dia antes do início dos desfiles.

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A confusão se estendeu para além do sambódromo. Dispersos pela pista local da Marginal Tietê, torcedores da Gaviões da Fiel colocaram cavaletes na pista. Eles também tentaram depredar a proteção de metal que serve de muro para o estacionamento do Anhembi, onde estavam os carros alegóricos das escolas de samba. Uma das alegorias pegou fogo.

A Prefeitura de São Paulo puniu as 22 escolas de samba e aplicou multa de 6.774,76 reais à Império da Casa Verde, que ficou sem o repasse de verba do orgão municipal.

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