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Ministro da Cultura bate boca com Roger Waters por causa de Bolsonaro

Após ter renúncia pedida pelo roqueiro inglês, Sérgio Sá Leitão foi a uma rede social acusar Waters de "caixa 2" e interferência na eleição

Teve mais um round neste domingo a queda de braço entre o roqueiro Roger Waters e o ministro da Cultura do governo Temer, Sérgio Sá Leitão, em torno do candidato à presidência Jair Bolsonaro. O ídolo do Pink Floyd, que atraiu vaias e aplausos na sua turnê de oito shows pelo país com a aguerrida militância anti-Bolsonaro, criticou Sá Leitão em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo neste final de semana. Em resposta ao ministro, que havia declarado estar “de saco cheio” de shows políticos no país, Waters atacou: “Esse cara está no emprego errado, tem de achar um novo trabalho. Não sei o ele que faz, mas não deveria estar numa posição de poder sobre questões culturais se dá uma declaração dessas. Porque cultura inclui música, e ela pode expressar muito da condição humana. Acho que ele deveria renunciar.”

Por meio de sua conta no Twitter, Sá Leitão disparou contra Waters hoje novamente. “Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de ‘insano’ e ‘corrupto’. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal!”, escreveu o ministro.

Em seguida, Sá Leitão passou a discutir com fãs do roqueiro e apoiadores do petista Fernando Haddad nos comentários do tuíte. “Roger Waters recebeu milhões de uma empresa brasileira e está fazendo campanha eleitoral a favor de um candidato, em oito shows e em entrevistas, procurando interferir no processo das eleições. Por muito menos (e sem provas), Bolsonaro foi acusado de caixa 2 e campanha ilegal”, escreveu. O ministro garantiu que sabia de “fonte segura” que Waters teria recebido “US$ 3 milhões por show. Apenas de cachê. Sem contar a participação nas receitas.” Quando um fã questionou se ganhar um cachê assim não seria normal para uma estrela do porte de Waters, Sá Leitão completou: “A questão não é receber para fazer shows. É usar os shows e entrevistas no Brasil, pelos quais recebeu, para fazer campanha eleitoral direta, interferindo no processo. Os 8 shows acontecem justamente entre o 1º e o 2º turnos. Desde o primeiro ele embarcou no ‘Ele Não’ do Haddad.”