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Ministério Público denuncia Marcos Härter por agressão no BBB

Para o promotor de Justiça Gianfilippo Pianezzola, agressões consistem em forma de violência doméstica e familiar

Por Da redação - Atualizado em 5 maio 2017, 18h19 - Publicado em 25 abr 2017, 14h46

A partir do relatório feito pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, que na semana passada indiciou o médico Marcos de Oliveira Härter, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) decidiu denunciar o cirurgião plástico por agressão à estudante Emilly, então sua namorada, no Big Brother Brasil 17, da Globo. No entender do promotor de Justiça Gianfilippo Pianezzola, responsável pelo caso no MP-RJ,  as agressões físicas e psicológicas infligidas por Marcos a Emilly constituem “forma de violência doméstica e familiar”. Agora, o caso seguirá para o 3º Juizado Especial de Violência Doméstica, também em Jacarepaguá. Caberá ao juiz que o receber decidir se instaura ou não processo contra o ex-BBB.

Além do caso ocorrido cerca de dois dias antes de sua expulsão do reality show da Globo, quando encurralou Emilly em um canto da casa do Big Brother Brasil, gritou com ela, pôs o dedo em seu rosto e apertou seu pulso e seu cotovelo, levando-a a se queixar de dor, o MP-RJ menciona em nota beliscões que o médico teria dado na namorada “por motivo fútil” — ciúmes.

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu, nesta segunda-feira (24/04), denúncia contra Marcos de Oliveira Härter, participante do programa Big Brother Brasil 17, por dois delitos de lesão corporal. Ele é acusado de agredir a também participante do programa Emilly de Araujo Correa, durante as gravações”, diz texto enviado pelo MP-RJ a VEJA. “Segundo a denúncia, na festa Retrô, que aconteceu no programa, Marcos agrediu Emilly com fortes beliscões, que causaram um hematoma no braço esquerdo da vítima, por motivo fútil, que seria ciúmes. Em outro momento, o denunciado ofendeu novamente a integridade corporal de Emilly, com um apertão no antebraço direito, que acarretou um novo hematoma roxo. As lesões constam em Laudo de Corpo Delito.”

O texto termina citando o promotor de Justiça Gianfilippo Pianezzola, para quem “os crimes foram praticados no âmbito de uma relação íntima de afeto, já que Marcos mantinha um relacionamento amoroso com Emilly”. Segundo Pianezzola, “as agressões físicas e psicológicas suportadas pelas vítimas, causadoras de dano físico e emocional, consistem em forma de violência doméstica e familiar”.

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Procurado pela reportagem, Gianfilippo Pianezzola não quis conceder entrevista.

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