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Met Opera suspende maestro James Levine, após acusações de abuso

Diretor musical da instituição foi acusado de ter abusado de jovem de 15 anos em 1993

James Levine foi suspenso neste domingo do cargo de diretor musical na Metropolitan Opera de Nova York, após denúncias de abusos sexuais cometidos na década de 1980. A instituição informou em um comunicado que Levine, de 74 anos, não vai trabalhar mais na atual temporada e que contratou um ex-promotor para investigar as acusações.

“Com base em novas informações, a Met decidiu atuar agora, enquanto esperamos os resultados da investigação”, anunciou Peter Gelb, diretor geral da Met Opera. “Isto é uma tragédia para qualquer um cuja vida tenha sido afetada”, completou.

Os jornais americanos The New York Times e New York Post informaram no sábado que um relatório policial de 2016, de Illinois, informa que Levine, então com 41 anos, abusou de um jovem a partir de 1985, quando a suposta vítima tinha 15 anos. Os abusos teriam continuado até 1993. A Met Opera informou algumas horas antes que Levine negou as acusações ao ser questionado no ano passado.

Um titã da música clássica, Levine estreou na Met Opera em 1971 e dirigiu mais de 2.500 apresentações de 85 óperas. Trabalhou com grandes estrelas como Luciano Pavarotti e Placido Domingo. “Estamos profundamente perturbados com os artigos que estão sendo publicados na internet sobre James Levine”, afirmou no sábado a Met, que anunciou ter aberto uma investigação “para determinar se as acusações de mau comportamento sexual nos anos 1980 são pertinentes, para que possamos tomar as ações apropriadas”.

As acusações não podem ser alvo de processos judiciais, já que crimes contra menores prescrevem após nove anos no estado de Illinois.

‘Senti vergonha e culpa’

O denunciante, que hoje tem 48 anos e não se identificou, deseja se tornar diretor de orquestras e teve encontros com Levine sob o pretexto de discutir as ambições do jovem no mundo da música clássica. Os abusos começaram quando o maestro o deixou de carro em casa e parou o veículo na entrada. “Ele começou a segurar minha mão de forma prolongada e sensual”, disse a suposta vítima ao Times, acrescentando que os abusos aumentaram no verão seguinte.

“Senti vergonha e culpa”, declarou à polícia de Lake Forest, Illinois, segundo o Post. “Emocionalmente, fiquei ferido por isso, além de confuso e paralisado.” Levine teria se masturbado nu na frente dele, beijado e acariciado seu pênis no quarto de um hotel de luxo em Lake Forest, onde a cena teria se repetido diversas vezes ao longo dos anos até 1993.  Além de presentes, Levine o maestro feito o pagamento de 50.000 dólares em dinheiro.