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Malala diz ser feminista graças a Emma Watson, de ‘Harry Potter’

A ativista paquistanesa vencedora do Nobel da Paz de 2014 disse que foi o discurso da atriz na ONU em prol dos direitos das mulheres que a inspirou

Malala Yousafzai agradeceu pessoalmente a Emma Watson por ter se tornado feminista. A ativista paquistanesa de 18 anos e vencedora do Nobel da Paz em 2014, falou que inicialmente considerava o termo “feminismo” complicado, e por isso não se considerava uma. No entanto, ela mudou de ideia após ouvir o discurso da atriz britânica na ONU, em setembro do ano passado, quando a intérprete de Hermione nos filmes da saga Harry Potter lançou a campanha “He for She”, que visa encorajar homens a se pronunciar em favor dos direiros da mulher. O encontro das duas aconteceu nesta quarta, durante a estreia de Malala, documentário sobre a jovem paquistanesa previsto para estrear no próximo dia 19 no Brasil.

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A jovem Malala conta sua incrível história

O ativismo de Malala começou em 2009, quando ela tinha 12 anos e passou a defender a educação escolar para garotas no conservador Paquistão. Seu pai, Ziauddian, seria o seu grande incentivador. Três anos depois, enquanto voltava da escola, ela recebeu um tiro na cabeça disparado pelo Talibã, grupo terrorista contrário à educação feminina.

Segundo Malala, seu pai, que é um “exemplo para todos os homens”, se descreve como feminista. Ao ouvir o termo pela primeira vez, a garota hesitou em se considerar uma, também, e só mudou de ideia ao ouvir Emma Watson. “Depois de eu ouvir seu discurso, decidi que não havia nenhum outro caminho e que não havia nada de errado em me definir como feminista. Então, eu sou uma feminista e acredito que todos nós deveríamos ser feministas porque feminismo é outra palavra para igualdade”, falou Malala para Emma Watson.

“Para minha surpresa, Malala se identificou como uma ‘feminista’. Talvez ‘feminista’ não seja a palavra mais fácil de se usar, mas ela o fez mesmo assim”, escreveu Emma, que postou em seu perfil no Facebook o vídeo em que fala com Malala.