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Ludmilla sofre ataques racistas no Instagram e vai à polícia

Segundo empresário, cantora vai prestar queixa nesta semana. Perfil de agressor foi tirado do ar, mas ele teria criado uma nova conta para voltar a ofendê-la

A funkeira Ludmilla foi vítima mais uma vez de comentários racistas. Depois de ter seu cabelo chamado de “esponja de aço” pela socialite Val Marchiori no Carnaval e de bloquear um seguidor que a agredia gratuitamente no Instagram, a cantora voltou a ser alvo de insultos desse mesmo usuário, que se chamaria Helder Santos e teria o apelido — providencial — de “Ogro”.

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“No caso da Val, a gente entendeu que era mais burrice dela, que ela não queria ofender, ela pegou pesado na brincadeira. Já esse cara a persegue faz tempo, chegou a ser bloqueado por ela e a ter o perfil tirado do ar pelo Instagram, depois de algumas denúncias, e agora voltou a atacá-la com outra conta”, diz o empresário da cantora, Alexandre Baptestini. “Ele demonstra ódio. Entrava no Instagram dela, esculhambava.” Ludmilla, vale dizer, está processando a socialite contraVal Marchiori pelo que disse no Carnaval.

Segundo Baptestini, Ludmilla está determinada a ir à polícia, especialmente após o caso de Ana Hickmann, e já teria informações sobre o agressor, levantadas por um investigador da Polícia Federal que seria amigo dela e do empresário.

Em seu perfil no Instagram, Ludmilla diz que vai “até o fim” nessa história. “Alguma autoridade pode me ajudar a identificar esse homem???? Não é a primeira vez que ele faz isso, já até bloqueei ele, mas ele continua falando essas coisas em outros instas por aí”, escreveu ela. “Que ódio, só quero a justiça, mais nada.”

Melô da Mulher Feia

Foi nos anos 1980 que o funk passou a ganhar canções compostas no Rio de Janeiro. Influenciados pelo miami bass, estilo de rap com letras de duplo sentido criado na Flórida, os funkeiros cariocas começaram a fazer os próprios hits – versões dos americanos. O Melô da Mulher Feia, gravado por Mc Abdullah, é tido como o primeiro funk nacional. A faixa foi a primeira gravada para a coletânea Funk Brasil, produzida pelo DJ Marlboro e considerada o marco inicial do gênero carioca.

Melô do Bêbado

Lançado em agosto de 1989, o álbum Funk Brasil é considerado o marco inicial do funk no país, por trazer pela primeira vez letras brasileiras no ritmo que já tomava conta dos bailes cariocas. Entre as suas faixas, figurava Melô do Bêbado. O disco teve bom desempenho comercial, com 250.000 cópias vendidas.

Feira de Acari

De Mc Batata, essa música ficou conhecida em rede nacional por integrar a trilha sonora da novela Barriga de Aluguel, da TV Globo, em 1990. A letra reflete o dia a dia das comunidades cariocas, ao abordar o tema da feira de peças de carro roubadas, a Robauto.

Me Leva

Ainda numa versão pré-Bonde do Tigrão, o funk chega a espaços privilegiados – e inocentes – como o Xuxa Park, da apresentadora infantil Xuxa. É o caso de Me Leva, que, sob influência do funy melody, projetou o cantor Latino na televisão. Com levada pop, o funk melody é um tipo de hip hop mais melódico, feito pelos latinos nos Estados Unidos.

Rap da Felicidade

Em 1995, o Rap da Felicidade, com uma letra política, vira sucesso no país todo. O funk desce do morro e chega às casas noturnas.

Rap do Salgueiro

A dupla Claudinho e Buchecha virou queridinha do Brasil com os sucessos Conquista, Fico Assim sem Você, Nosso Sonho, Quero te Encontrar e Só Love. A partir de 2002, com a morte de Claudinho em um acidente de carro, Buchecha seguiu em carreira solo, mas sem o mesmo êxito. Rap do Salgueiro é mais um exemplo de um miami bass.

Tchutchuca

Entre 1997 e 2000, o funk viveu um período de baixa, quando perdeu espaço na imprensa e os bailes ganharam fama de violentos. O Bonde do Tigrão trouxe o ritmo carioca de volta ao holofotes com Cerol na Mão, Tchutchuca e O Baile Todo, que tocaram de norte a sul do país. 

Um Tapinha Não Dói

Com o estouro do Bonde do Tigrão, outros MCs (mestres de cerimônia) e cantores ganharam espaço. Mr. Catra e Tati Quebra-Barraco, entre eles. Um Tapinha Não Dói, de MC Beth e Mc Naldinho, foi um dos destaques do verão de 2002.

Eguinha Pocotó

MC Serginho e sua dançarina Lacraia, morta neste ano, mantiveram o funk em alta com os hits Eguinha Pocotó e Vai, Lacraia

Créu

O verão de 2008 foi marcado pelo lançamento do hit Dança do Créu, do MC Créu. E também, não se pode negar nem esquecer, pelo surgimento das mulheres-fruta. A primeira delas foi a dançarina Andressa Soares, mais conhecida como Mulher-Melancia

Rap das Armas

Nos últimos anos, o funk vem passando por duas fases distintas. Enquanto começa a ganhar fama no exterior com os DJs Marlboro e Sanny Pitbull, embalados pelo sucesso do filme Tropa de Elite, no Brasil são as mulheres-fruta que fazem sucesso. O funk Rap das Armas , que está em Tropa 2, foi originalmente gravado pela dupla MC Jr. e MC Leonardo, mas ganhou versões consideradas proibidonas, por fazerem referência ao crime organizado no Rio de Janeiro. 

Funk ostentação

Liderado por Mc Guimê, MC Lon, MC Rodolfinho, entre outros, o chamado funk ostentação nasceu em São Paulo em 2008 e explodiu no cenário musical brasileiro em meados de 2011. O título está diretamente ligado aos temas abordados nas músicas, que falam sobre objetos de luxo, como carros, motos, mansões e bebidas, além do orgulho de ter deixado a vida na favela para conquistar a fama e ganhar cachês milionários hoje em dia. O figurino usado pelos músicos também é oura marca registrada. Roupas de marca, óculos escuros do estilo juliet, colares e anéis de ouro são os adereços obrigatórios dos funkeiros.

Funk pop

Com algumas influências do funk romântico, liderado por Claudinho e Buchecha na década de 1990, e alguns traços da música pop americana, o funk pop cresceu exponencialmente nos últimos anos com representantes de peso, como Anitta, Valesca Popozuda, Naldo e MC Koringa. Diferente do funk ostentação e do sexual, o funk pop não usa palavrões, ou termos depreciativos em relação ao sexo nas letras. Os temas, como diz o nome, são mais populares, com ritmos melodiosos que grudam na cabeça.