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Lícia Manzo estreia sua primeira novela na Globo

Por AE

São Paulo – Qual é a família que não tem uma mãe linha dura, um escândalo de traição, uma vovó descolada ou um segredo a zelar? Para a novelista Lícia Manzo, todas têm. Com convicção nisso é que a autora estreia hoje, na faixa das 6 da Globo, a trama “A Vida da Gente”, sua primeira novela, baseada nesses temas e alguns cartões postais do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e da Argentina. “Estou com um frio na barriga”, diz Lícia. A ansiedade dela é compreensível. Afinal, o público se acostumou com o mundo lúdico de princesas e cangaceiros de “Cordel Encantado” – a novela alcançou 30 pontos de audiência. “Mas vou dar o meu melhor”, diz Lícia.

Experiência ela tem. Aos 46 anos, ela já passou pelo Sai de Baixo (1996), A Diarista (2004), Três Irmãs (2008) e pelo seriado Tudo Novo de Novo (2009). Os ingredientes para uma boa novela também já estão no papel. Na trama, Ana (Fernanda Vasconcellos) é uma tenista de sucesso, usada como troféu pela mãe Eva (Ana Beatriz Nogueira), que se apaixona pelo irmão postiço, Rodrigo (Rafael Cardoso). Apesar do vínculo familiar, Ana e Rodrigo acreditam que os pais Eva e Jonas (Paulo Betti) – pai de Rodrigo – vão aceitar a situação. Engano dos enamorados. A dupla inferniza o jovem casal, os separam e, num dos encontros às escondidas, Ana engravida de Rodrigo. Desesperada com a carreira da filha, Eva a tira do País para que ninguém saiba do bebê.

O plano dá certo. Ana tem a filha, retoma sua carreira no Brasil, mas resolve fugir da mãe. A irmã, Manuela (Marjorie Estiano), a ajuda a escapar, rumo à casa da avó Iná (Nicette Bruno), em Gramado (RS). A partida, no entanto, acaba em tragédia. Manu capota o carro e elas caem num lago. Ana fica presa nas ferragens e Manu sai da água com Júlia (Jesuela Moro), filha de Ana. A partir daí, Ana fica quatro anos em coma e Rodrigo e Manu passam a criar Júlia. Nasce um novo amor e um conflito. Afinal, Ana sairá do coma.

Fernanda Vasconcellos, que em “Páginas da Vida” (2006) já passou quatro capítulos em coma, ainda não está preparada para os 30 capítulos que ficará numa cama. Em compensação, com a quadra de tênis ela está afiada. Como a atriz não conhecia o esporte e a produção dispensou o uso de dublês, ela precisou treinar durante quatro meses. Os treinos, de duas horas diárias, secaram Fernanda. “De uma calça 38 larga fui para uma 34 justa. Mas não foi fácil”, diz ela. Mesmo com tanta dedicação, Fernanda não se apaixonou pelo esporte. “O Henri (Castelli, namorado) até foi treinar também para ver se me incentivava.”

Já Sthefany Brito conversou com psicólogas para entender o sofrimento de Alice, sua personagem. Na trama, ela é filha adotiva de Suzana (Daniela Escobar) e busca pela mãe biológica, Vitória (Gisele Fróes), treinadora de Ana.

Ana Beatriz Nogueira, por sua vez, só se policiou para se diferenciar de Clarice, de “Insensato Coração”. Em “A Vida da Gente”, ela perderá o marido, outra vez, para uma piriguete. “A diferença é que a Eva é do balacobaco. A Clarice não era.” Nessa trama, a alpinista social será Cris (Regiane Alves). Uma nova Natalie Lamour (Deborah Secco)? “Pode ser, a dramaturgia está descobrindo esse gênero: o da piriguete”, brinca Regiane. As informações são do Jornal da Tarde.