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Leonardo Gonçalves, do O Mar Menino, é o chef do ano de Fortaleza

O recifense formado em publicidade foi aprender com grandes chefs brasileiros antes de decidir reinventar a gastronomia do Ceará

Nascido no Recife há quatro décadas, Leonardo Gonçalves viveu da infância à juventude em Fortaleza, onde se formou em publicidade. Com o diploma embaixo do braço, rumou para São Paulo e trabalhou por mais de uma década como redator de algumas das maiores agências do país, entre elas a Lew’Lara\TBWA, a Fischer e a DPZ&T. No meio-tempo, adquiriu gosto pela cozinha e lançou o blog Trivial ou Nem Tanto, no qual postava receitas e registrava suas aventuras com as panelas. “Quando dei por mim, não queria mais trabalhar com publicidade”, lembra ele, que disse adeus à profissão em 2013. Em vez de buscar um curso profissional, o aspirante a cozinheiro decidiu bater à porta de alguns dos maiores chefs do país, sempre se oferecendo como estagiário não remunerado. O primeiro sim veio de Alberto Landgraf, então à frente do extinto Epice, em São Paulo. Em seguida, ele passou a se dividir entre o Mocotó e o Esquina Mocotó, tocados por Rodrigo Oliveira, estagiou com Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, e foi parar no Remanso do Peixe, de Thiago Castanho, que fica em Belém. No retorno a São Paulo, passou ainda pelo Vito, à época sob o comando de André Mifano, e depois voou para Lima, para trabalhar no La Central. “Foi um ano de aprendizado intenso”, lembra Gonçalves. De volta a Fortaleza determinado a reinventar a gastronomia cearense, ele abriu as portas do Mar Menino em dezembro de 2015. A casa estreia nesta edição com dois troféus, o de melhor restaurante da cidade e também o da categoria brasileiro/regional, enquanto Gonçalves leva o título de chef do ano. Como se vê, a decisão de largar a publicidade foi pra lá de acertada. Leia mais aqui sobre O Mar Menino.

2º lugar: Marco Gil (Quintal)
A casa fca na área de estacionamento do Empório Delitalia. Com a assinatura do chef português Marco Gil, o menu privilegia ingredientes regionais e sazonais. Uma das sugestões, a canela de carneiro é cozida lentamente no vinho e é acompanhada de polenta e legumes (R$ 58,00). Já o camarão grelhado chega à mesa coberto por molho cremoso de coco e jerimum e escoltado por farofa de castanhas, pesto de coentro e macarrão de arroz (R$ 68,00). Na espera pelo prato principal, vale petiscar os nachos de carne de sol com chips de macaxeira, pimentas de cheiro e dedo-de-moça, guacamole e molho de queijo manteiga (R$ 28,00). Durante a semana, no almoço, há bufê com oito tipos de carne, como o filé-mignon ao molho de queijo manteiga, saladas, quinoa e arroz integral (R$ 78,00 o quilo). A extensa carta de vinhos, com mais de 400 rótulos, lista o tinto português Cartuxa EA (R$ 85,00). Avenida Desembargador Moreira, 533, Meireles, ☎ 3133-5010 (90 lugares). 11h30/15h (sex. e sáb. também jantar 18h/23h). Aberto em 2015. $$$

3º lugar: Vândila Régia (Culinária da Van)
Depois de nove anos vendendo suas receitas na porta de casa, Vândila Régia abriu o próprio restaurante no bairro boêmio do Benfica. Músicas de Luiz Gonzaga batizam os pratos, que se alternam diariamente no menu. Todos são “uma pra mim, um pra tu”, ou seja, individuais. O razão do meu querer, vatapá de caranguejo com arroz branco, farofa crocante e castanha-de-caju torrada (R$ 25,00) é o destaque da quinta e pode ser antecedido por caldinho de caranguejo (R$ 7,50). Por fim, a cocada de forno (R$ 9,00) é servida na quenga do coco. Rua Waldery Uchôa, 230, Benfca, ☎ 3283-8600 (120 lugares). 12h/0h (dom. 11h/18h, fecha seg. e ter.). Aberto em 2015. $