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Lana Del Rey divulga título e detalhes de novo disco

Cantora se diz feliz com seu próximo trabalho batizado de ‘Honeymoon’

A cantora Lana Del Rey revelou que já tem nove músicas prontas para seu próximo disco de estúdio, sucessor de Ultraviolence, lançado em junho de 2014. Em entrevista à revista americana Billboard, Lana contou que o novo trabalho se chamará Honeymoon e que seguirá o estilo de seus dois primeiros discos, Born to Die e Paradise.

“Ele é bem diferente do último e similar aos meus dois primeiros discos. Eu terminei Ultraviolence em março e lancei em junho, mas já tinha algumas ideias para um próximo disco”, disse. “Estou feliz com a forma que ele está tomando. Estou gostando de mergulhar mais neste clima sombrio. Tem sido uma boa experiência.”

Lana também disse que fará um cover de Don’t Let Me Be Misunderstood, popularizada na voz da cantora Nina Simone nos anos 1960. “Eu gosto de amarrar o disco com uma canção de jazz, como foi feito com o cover de The Other Woman“, lembra a cantora sobre a regravação da música de Jessie Mae Robinson, presente em Ultraviolence.

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Honeymoon ainda não tem data definida de lançamento. Enquanto isso, Lana se prepara para o período de premiações americanas. Ela está indicada ao Globo de Ouro, que acontece no próximo domingo, na categoria de canção original com Big Eyes, feita para o filme Olhos Grandes, de Tim Burton. A expectativa é que a música também esteja entre os indicados ao Oscar deste ano.

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Lykke Li

A cantora sueca Lykke Li, 28 anos, lançou em 2008 seu primeiro disco Youth Novels, considerado por ela como o primeiro de uma trilogia musical, que chegou ao fim com I Never Learn, lançado em 2014. Bela e triste, Lykke Li tem a voz firme e letras filosóficas. Ela emplacou a música Possibility na trilha sonora do filme Crepúsculo: Lua Nova, em 2009. A canção é pano de fundo da cena que a personagem Bella sofre por meses, trancada em casa, após o fim do namoro. Lykke também está na trilha de outro filme deprê: A Culpa É das Estrelas, com a faixa No One Ever Loved. A tristeza lhe cai tão bem, que recentemente ela se tornou a garota-propaganda de uma marca de carros francesa por sua “personalidade única”, diz a montadora. 

Birdy

Um piano, um vocal poderoso e alguns covers fizeram da cantora inglesa Birdy um fenômeno no YouTube aos 15 anos. Seu primeiro disco, que leva seu nome como título, traz a releitura de canções que dificilmente são ouvidas por adolescentes normais, como Skinny Love, de Bon Iver, que se tornou seu principal sucesso, e People Help The People, de Cherry Ghost. Em 2013, a garota lançou seu segundo disco, o primeiro de inéditas, Fire Within. Birdy está sempre de cabelão longo caído nos ombros e roupas que aparentemente foram roubadas do armário da avó. Mesmo assim, a moça é sonho de consumo de grande parte dos hipsters pelo mundo. Para completar a fama de tristonha, ela emplacou duas músicas originais na trilha sonora do drama A Culpa É das Estrelas.  

Lana Del Rey

A cantora americana Lana Del Rey, 28 anos, tem atributos de sobra. É linda, famosa, lota shows em festivais pelo mundo e tem uma longa lista de fãs celebridades, como Kim Kardashian, Katy Perry, Daniel Radcliffe e até o cineasta David Lynch. Apesar de tamanha popularidade, Lana disse ao jornal The Guardian que já gostaria de estar morta. A combinação de lábios carnudos, olhar tristonho-blasé e voz arrastada faz parte da fórmula de sucesso da moça, que despontou em 2012 com o disco Born to Die, seu segundo de estúdio, e vendeu mais de 7 milhões de cópias pelo mundo. Ultraviolence, lançado em junho de 2014, segue caminho parecido. Em um mês nas lojas, o disco já figura entre os dez álbuns de rock mais vendidos do ano, de acordo com a empresa especializada Nielsen SoundScan, e está próximo da marca de 300.000 cópias apenas nos Estados Unidos.

Cat Power

Charlyn Marie Marshall, também conhecida como Chan Marshall, comprou uma guitarra aos 18 anos e montou uma banda que permaneceu sem nome até o primeiro show, quando ela leu as palavras “Cat Diesel Power” no boné de um caminhoneiro e adotou “Cat Power” como codinome. Com uma infância complicada e um péssimo relacionamento com a mãe, a veterana do indie rock usa a música como escape e é dona de letras confessionais, escritas em situações penosas. O seu melhor álbum, Moon Pix, lançado em 1998, foi composto durante uma noite de insônia resultante de um pesadelo. Em 2006, a cantora chegou a cancelar sua turnê e se internar em uma clínica psiquiátrica para tratar de uma exaustão e do abuso de álcool, problema que enfrenta desde a adolescência. As duas coisas a faziam ter pensamentos suicidas. 

Christina Perri

O visual roqueiro da cantora Christina Perri pouco tem a ver com suas duas canções de maior sucesso. A primeira, Jar of Hearts, foi a aposta da moça para divulgar seu disco de estreia, Lovestrong. Na música, ela chora o fim de um relacionamento frustrado e acusa o amado de colecionar corações partidos em uma jarra. A música chegou ao topo das paradas e até ganhou um cover na série Glee — cantado aos prantos pela protagonista Lea Michele. Em um passo maior, Christina emplacou seu segundo hit, a música A Thousand Years, da trilha sonora de Crepúsculo: Amanhecer Parte 2, um pouco mais feliz que seu sucesso anterior. Seu segundo disco de estúdio, Head or Heart, lançado em 2014, ainda mistura o romance e a tristeza, mas com uma pegada mais pop, que se tornou seu bilhete de entrada para acompanhar a cantora Demi Lovato em uma turnê pelos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.  

Gabrielle Aplin

A cantora inglesa Gabrielle Aplin ficou famosa ao postar vídeos com covers no YouTube. Em seguida lançou três EPs, até conseguir finalizar seu primeiro disco de estúdio, English Rain, lançado em 2013. A garota de 21 anos tem uma pegada mais folk e ainda não conquistou as paradas fora da Europa, onde é presença constante em grandes festivais e assídua frequentadora das paradas de sucesso. Entre seus principais sucessos estão as canções Home, em que ela filosofa sobre os significados de um verdadeiro lar, e The Power of Love, balada romântica sobre um amor sem limites. Tudo, claro, com vestidos largos, e olhar distante e tristonho.

Marina and the Diamonds

A britânica Marina Lambrini Diamandis, 28 anos, se lançou no mundo da música em 2010, quando seu álbum de estreia, The Family Jewels, conquistou o segundo lugar na lista de promessas do ano organizada pela rede BBC. Apesar do reconhecimento, o sucesso com o público não foi imediato e a cantora admite ter sofrido de depressão após o lançamento do disco, causada pela frustração de não ver o álbum nas principais paradas musicais. Ela superou o período negro, mas a nuvem depressiva ainda ronda as canções de seu segundo trabalho, Electra Heart, de 2012. Às letras nem sempre alegres, Marina mescla o estilo eletrônico dançante com batida roqueira, como na canção The State of Dreaming, em que canta a tristeza de não conseguir viver fora de um mundo de sonho. 

Florence Welch

A cantora britânica Florence Welch, 27 anos, é líder da banda de indie rock Florence + the Machine, criada em 2007. O primeiro disco do grupo, Lungs, foi lançado somente dois anos mais tarde e logo conquistou as paradas britânicas, impulsionado principalmente por canções animadas como Dog Days Are Over e Kiss with a Fist, que entrou para a trilha sonora dos filmes Garota Mimada (2008) e Garota Infernal (2009). Antes do lançamento do álbum, no entanto, Florence passou por maus bocados, sofrendo com o fim de um relacionamento e se sentindo deprimida e despreparada para a fama que estava por vir. Os vocais marcantes de Florence ganham potência em canções lentas, como Never Let me Go, verdadeiro canto fúnebre que narra um suicídio no mar. 

‘Jogos Vorazes’

Desde o primeiro longa da série, de 2012, Katniss (Jennifer Lawrence) enfrenta o governo autoritário de Panem ao som de artistas do universo indie, como a banda canadense Arcade Fire, o trio escocês Chvrches e a neozelandesa Lorde, que não só assinou a canção-tema de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, como também se responsabilizou pela curadoria de sua trilha sonora. A música Yellow Flicker Beat já mira a temporada de premiações: ela foi indicada ao Globo de Ouro 2015.

‘A Culpa É das Estrelas’

Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort) são embalados por músicos indies no drama jovem A Culpa É das Estrelas. Em sua maioria, as canções são baladas românticas, como Oblivion, do dinamarquês Søren Løkke Juul, que se apresenta com o nome artístico de Indians. Mas também há espaço para músicas mais animadinhas, como Boom Clap, da inglesa Charli XCX, reproduzida quando o casal passa por suas últimas sequências alegres em Amsterdã. 

‘Divergente’

A luta da divergente Tris (Shailene Woodley) contra os líderes de uma sociedade pós-apocalíptica que controlam as mentes da população também tem como trilha sonora músicos indies, como a banda da Irlanda do Norte Snow Patrol e a australiana Tame Impala. 

‘Crepúsculo’

A primeira grande saga a dar abertura para a música indie, Crepúsculo apostou no rock alternativo para figurar como pano de fundo da paixão de uma adolescente por um vampiro bonitão. Em suas trilhas sonoras, aparecem canções de bandas como a inglesa Muse e as americanas Death Cab for Cutie e OK Go. Em seu site, a escritora Stephenie Meyer confessou ter influenciado a escolha das músicas, pois escreveu os livros da saga ao som da maior parte delas.