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Lágrimas e aplausos marcam enterro de Chorão

Mais de 5 000 pessoas passaram pela Arena Santos, o maior ginásio esportivo da cidade, onde o corpo do vocalista foi velado desde a noite de quarta-feira

Por Da Redação - 7 mar 2013, 19h37

Aplausos e lágrimas marcaram a saída do cortejo fúnebre de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, pelas ruas de Santos. Seu corpo foi enterrado no final da tarde desta quinta-feira no Memorial Metrópole Ecumênica, o cemitério vertical da cidade, onde ele cresceu e vivia, no bairro do Marapé. O vocalista da banda Charlie Brown Jr. foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira, em São Paulo.

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Mais de 5 000 pessoas passaram pela Arena Santos, o maior ginásio esportivo da cidade, onde o corpo do vocalista foi velado desde a noite de quarta-feira. Não só adolescentes, mas pessoas de todas as idades foram prestar a última homenagem ao roqueiro, que era considerado um dos maiores divulgadores da cidade. Por onde passava para fazer shows, Chorão falava de Santos e do seu time do coração: o Santos Futebol Clube.

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A limusine que levou o corpo passou em frente ao estádio da Vila Belmiro e também pela sede do Chorão Skate Park, uma pista de skate construída pelo vocalista, que tinha o esporte como uma de suas paixões. O apelido Chorão veio das primeiras manobras do skate, porque chegava a chorar quando se machucava.

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Chorão era uma figura bastante popular em Santos. Por isso, muitos fãs criticaram a rigidez do grupo que fez a segurança do velório e da área próxima ao cemitério, onde o corpo foi sepultado. O motoboy Edmílson Ferrari, de 38 anos, que veio de Jundiaí, não se conformava com a barreira imposta pela segurança para que os fãs se despedissem de Chorão. “Um cantor que transmitia muita energia positiva para os seus fãs não poderia ficar assim tão isolado”, disse. Edmílson afirmou que nem no velório de Ayrton Senna, ao qual compareceu, havia tanta distância assim. “Perdemos o direito de prestar a última homenagem ao nosso ídolo.”

Mais sorte teve Fábio Andrade, de 36 anos, que teve oportunidade de se despedir mais de perto do amigo de infância. “Conheci todos os componentes do grupo: Marcão, Champignon e Thiago”, lembrava nesta quinta, acompanhado da filha Bruna Galvão Andrade, ainda de uniforme escolar. A menina, que, como muitas crianças e adolescentes da cidade, pratica skate por inspiração do roqueiro, chorou durante a passagem da limusine. “Tinha que trazer ela aqui, de todo o jeito, para se despedir do tio, como ela falava”. Para Fábio, ele perdeu o amigo e ídolo, mas a cidade perdeu um dos seus maiores divulgadores. “É uma perda irreparável para a música e também para Santos, que não será mais a mesma sem o Chorão”, disse.

A mãe do vocalista, Dona Nilda, que tem 80 anos e teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recentemente, esteve no velório, no final da manhã desta quinta, e também assistiu ao sepultamento, prestando a última homenagem ao filho.

(Com Estadão Conteúdo)

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