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Ladrão substituiu nove obras de Warhol por falsificações

As serigrafias, com valor estimado em 350.000 dólares (1,16 milhão de reais, aproximadamente), são da série 'Espécies em Perigo', de 1983, e a obra Dez Retratos de Judeus do Século 20, de 1980

Por Da Redação - 11 set 2015, 14h38

Nove impressões originais de Andy Warhol foram discretamente levadas da empresa de cinema de Los Angeles Moviola e substituídas por falsificações, em um roubo que passou despercebido por anos, de acordo com a polícia e documentos judiciais. Foram roubadas serigrafias da série Espécies em Perigo, de 1983, com valor estimado em 350.000 dólares (1,16 milhão de reais, aproximadamente), e a obra Dez Retratos de Judeus do Século 20, de 1980, de acordo com um relatório da polícia entregue ao Superior Tribunal de Justiça de Los Angeles, como parte de um mandado de busca divulgado nesta quinta-feira. De acordo com um relatório da polícia de Los Angeles, as condições das falsificações indicam que o furto ocorreu nos últimos três anos, embora o leilão de Eagle em 2011 sugira que possa ter sido antes disso.

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O furto foi relatado pela primeira vez no início desta semana pelo site de celebridades TMZ. O detetive Don Hrycyk, de Los Angeles, não quis dar detalhes sobre o caso, dizendo que ainda estava sendo investigado. No depoimento, a polícia disse que o furto das obras que estavam na empresa Moviola foi tão perfeito que só se percebeu quando uma delas foi removida para ser feita uma nova moldura. Os funcionários da empresa de molduras notaram que a serigrafia estava um pouco turva e não dispunha de um número de impressão e assinatura.

Aparentemente, quem levou as obras as substituiu por grandes cópias coloridas, disse em depoimento o detetive da polícia de Los Angeles Brent Johnson. Bald Eagle, uma das serigrafias roubadas, foi vendida pela casa de leilões Bonhams em 25 de outubro de 2011, de acordo com o depoimento.

No mês passado, um juiz emitiu um mandado de busca para o escritório da Bonhams em Los Angeles enquanto detetives investigam quem comprou as serigrafias e quem as colocou à venda, como mostram documentos judiciais. A porta-voz da casa de leilões Kristin Guiter disse que a polícia não procurou o escritório, mas que no mês passado a empresa respondeu a um pedido de informações de investigadores e de documentação sobre a Bald Eagle.

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(Com agência Reuters)

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