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Jornal econômico francês ‘La Tribune’ passará a ser semanal

Paris, 30 jan (EFE).- Por conta de seus constantes prejuízos financeiros, o jornal econômico francês ‘La Tribune’ publicou nesta segunda-feira seu último número, no mesmo dia em que a Justiça decidiu vendê-lo a um consórcio do setor da imprensa que tem intenção de torná-lo semanal, com menos de um terço de sua equipe.

O Tribunal de Comércio de Paris designou o ‘La Tribune’, que havia decretado falência em dezembro, à associação formada por France Économie Régions (FRE) e Hi-Media, um dos dois candidatos para sua compra, que pretende manter 50 dos 165 funcionários que trabalhavam no jornal.

Os novos proprietários reafirmaram que têm intenção de que o site do jornal econômico continue funcionando e querem lançar um jornal semanal a partir de abril, para o qual pretendem investir 7 milhões de euros, que se somarão aos 150 mil que devem abonar pela aquisição.

Fundado há 27 anos, o ‘La Tribune’ atribuiu seu fim na edição desta segunda por à crise do setor que levou à ‘redução das vendas, queda da publicidade e dos custos de distribuição’.

Em sua breve história teve seis donos. Em 1993, em um momento no qual já passava por grandes dificuldades, o gigante mundial de luxo LVMH assumiu seu controle, mas não conseguiu evitar as perdas de 1 milhão de euros mensais.

Em 2007, o LVMH comprou o grande concorrente do ‘La Tribune’, outro jornal econômico da França, o ‘Les Echos’, e vendeu o primeiro ao grupo do empresário Alain Weill, que tinha intenção de estabelecer um programa de cooperação com suas emissoras de rádio e canais de televisão.

No entanto, antes do fracasso dessa estratégia, Weill se negou a continuar perdendo 1 milhão de euros mensais e cedeu 80% do capital de ‘La Tribune’ à diretora, Valérie Decamp, pelo valor simbólico de 1 euro em 2010.

A partir de então, quando o ‘La Tribune’ vendia aproximadamente 66 mil exemplares diários (contra cerca de 105 mil em 2000), a queda da publicação foi constante: em janeiro de 2011 ficou sob administração judicial e a Justiça declarou sua falência em dezembro. EFE