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James Cameron vence processo por plágio por ‘Avatar’

Juíza alegou que há evidências indiscutíveis de que o cineasta criou o enredo de forma independente

Por Da Redação - 5 fev 2013, 18h18

James Cameron venceu ação em que era acusado de plágio por Avatar, a maior bilheteria da história do cinema, de 2,78 bilhões de dólares. O processo foi movido por Gerald Morawski, ex-colaborador do cineasta na produtora Lightstorm Entertainment, que alegou ser dono da ideia original do filme. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, a juiza Margaret Morrow afirmou na decisão que há evidências suficientes para provar que Cameron criou o longa por conta própria.

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No processo, Morawski conta que conheceu Cameron em 1991, quando finalizava a sinopse de Guardians of Eden, filme épico sobre o risco que a ganância financeira representa para o meio ambiente. Em seu blockbuster, Cameron aborda o mesmo tema, a partir da história de uma tribo de alienígenas que tem seu planeta destruído por interessados em explorar o minério encontrado no subsolo. Morawski diz que apresentou o projeto à equipe da Lightstorm Entertainment e até assinou um acordo de sigilo que também lhe garantiu que suas ideias seriam seguidas e não deturpadas, caso o filme saísse do papel. No fim de 1991, porém, a sinopse foi rejeitada pela produtora.

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Para combater a acusação de Morawski, Cameron apresentou à Justiça um documento de 45 páginas em que conta detalhes sobre como criou a sinopse de Avatar. O relato compreende 50 anos da vida do diretor, que entregou o projeto do filme à Fox em 1996. Foram precisos mais alguns anos para o projeto sair do papel já que, segundo Cameron, a tecnologia 3D necessária ainda não estava madura na época.

Esse é mais um dos muitos processos de plágio enfrentados por Cameron desde a estreia de Avatar. Em 2011, um ex-funcionário da Lightstorm Entertainment foi à Justiça exigir parte dos lucros do filme. Eric Ryder afirma ter escrito o roteiro do longa em 1999. Há uma semana, o juiz da corte de Los Angeles Alan Rosenfield ordenou que Cameron entregasse os rascunhos do roteiro que escreveu, para comprovar que não copiou o trabalho de Ryder.

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