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Irmão nega morte de Pablo Escobar: ‘Para mim, está vivo’

Roberto Gaviria, que pede um US$ 1 bilhão para a Netflix por sua 'participação' em 'Narcos', não deixa claro se fala em sentido figurado

Pablo Escobar morreu na segunda temporada da série Narcos da Netflix, porque assim se deu na vida real, mas seu irmão mais velho parece não aceitar o episódio. Roberto De Jesus Escobar Gaviria, de 71 anos, negou a morte do traficante colombiano em entrevista à revista americana The Hollywood Reporter — e não ficou claro se ele fala em sentido figurado, embora tudo indique que sim. 

“O personagem do seu irmão foi assassinado no fim da segunda temporada de Narcos. O que a série mostra de verdadeiro ou falso no retrato que faz de Pablo Escobar?”, pergunta o repórter. “Não discuto a morte do meu irmão. Algumas pessoas dizem que ele está morto. Para mim, ele continua vivo e meu irmão”, respondeu Gaviria. 

Roberto trabalhou no cartel do irmão nos anos 1980 como contador e ficou conhecido como “chief of the hitmen” (chefe dos assassinos, em tradução livre). Em 1993, foi preso e só conseguiu a liberdade dez anos depois. Uma carta-bomba colocada no local ainda o deixou parcialmente cego e surdo.

Em 2014, Gaviria fundou a “Escobar Inc.“, empresa registrada na Califórnia como sucessora dos direitos de Pablo Escobar. No início de 2016, Roberto mandou uma carta à Netflix pedindo 1 bilhão de dólares por “uso indevido da imagem”.

“A Netflix está com medo. Nos mandaram uma carta nos ameaçando. Agora, estamos discutindo através dos nossos advogados para obter o nosso pagamento de 1 bilhão de dólares. Se não recebermos, fecharemos o showzinho deles”, afirmou à publicação. “Tenho todas as marcas registradas dos nossos nomes. Não brinco com esse povo do Vale do Silício. Eles podem ter telefones legais, mas nunca sobreviveriam na floresta de Medellín. Eu fiz isso. As mães deles deveriam tê-los deixado no ventre. É isso o que falo para esse tipo de gente, quando vão à Colômbia.”

Roberto ainda explicou que não gosta da produção da série gravando na Colômbia sem autorização da sua empresa, a Escobar Inc.: “Isso é muito perigoso. Especialmente, sem a minha bênção. Esse é o meu país”.