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Inspirado em cenas de filmes de ação, ‘Hipertensão’ volta à Globo nesta quinta-feira

Produzido na Argentina, reality-show chega à terceira edição com a promessa de provas com maior exigência de preparo físico e menos inseto nas refeições

No princípio, era o Big Brother. Mas o gosto pelos reality-shows e a avalanche de audiência que esse tipo de programa proporciona fez a Globo criar gosto e se esmerar na produção de programas em que ‘gente de verdade’ é a atração. O próximo ponto alto, claro, será a 12ª edição do Big Brother Brasil. Mas, enquanto o grande irmão descansa, e a concorrência trabalha, a emissora volta à carga com o terceiro Hipertensão, que estreia na quinta-feira.

O forte do programa são as competições cheias de adrenalina. Mas a pulsação do público também é estimulada pela fórmula infalível desse tipo de programa: moças e rapazes moldados em academias em provas que exigem pouca roupa e, invariavelmente, terminam em ensaios fotográficos sensuais. O terceiro Hipertensão ocupará um horário bem adequado, logo após a série O Astro, um dos preferidos de quem gosta de cenas quentes nesse sentido.

O primeiro Hipertensão foi ao ar pela primeira vez em 2002. O programa é baseado no programa Fear Factor, exibido pela rede de televisão norte-americana NBC e no formato original da Endemol. Depois de uma pausa longa, voltou à grade da Globo no ano passado. A partir de agora, informa a emissora, devem sair do forno versões anuais do reality. Para isso, contaram a audiência média de 16 pontos e os 36 de share – participação no horário – conquistados na última exibição.

Para o público que fechava os olhos quando as provas causavam ânsia de vômito, uma boa notícia: o terceiro Hipertensão deve ser ‘mais limpinho’. Diretor de núcleo do programa, J.B. Oliveira, o Boninho, deve maneirar nas provas em que os participantes eram obrigados a degustar insetos, por exemplo. Boninho, para compensar, vai pegar pesado nas provas que exigem condicionamento físico – algo pensado desde a seleção dos competidores. “O Hipertensão vai ser um show de dublês. As provas serão baseadas em ações de filmes”, avisa o diretor.

O programa também será mais extenso, e mostrará mais a convivência e conflitos pessoais entre os participantes. Os 16 jogadores – oito homens e oito mulheres – ficarão confinados durante oito semanas em um castelo em Buenos Aires, na Argentina, local onde serão realizadas todas as provas.

Hipertensão será exibido nas noites de quinta-feira e aos domingos, após o Fantástico. A apresentação continuará com Glenda Kozlowski – que substituiu Zeca Camargo, primeiro apresentador da atração, em 2002. Quem também se despediu do programa foi a atriz e apresentadora do Video Show, Giovanna Tominaga. No lugar dela entrou o ex-BBB Diego Alemão. O rapaz fará flashes diários contando as últimas novidades da competição. Os flashes serão exibidos às segundas, terças, quartas e sextas-feiras após o ‘Jornal da Globo’; e aos sábados depois da exibição do Supercine.

Os 16 concorrentes do Hipertensão 3 disputam um prêmio de 500 mil reais. Mas nesta edição outros finalistas não ficarão de mãos abanado. A Globo vai dar 100 mil reais para o segundo colocado e 50 mil para o terceiro. A emissora não confirma, mas, como todo reality show comandado por Boninho, é possível que Hipertensão tenha provas e prêmios surpresas. Basta lembrar que, na grande final da edição passada, a apresentadora anunciou que, além do prêmio de meio milhão, o campeão, o analista financeiro Fábio Toshi, levaria um carro zero para casa. É valido lembrar que esta não tinha sido a primeira vez que a sorte caíra no colo de Toshi. O paulista de 29 anos entrou no quarto episódio do programa graças à desistência do participante Tonclay.

Para a realização do versão 2011 do programa, a Globo empenhou uma equipe de mais de 150 pessoas, 30 que saíram do Rio de Janeiro e mais cerca de 120 de profissionais brasileiros e argentinos residentes na Argentina. A direção de núcleo continua a cargo de Boninho, e a direção geral de Carlos Magalhães e Luís Paulo Simonetti.