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Hugh Jackman vai viver Apóstolo Paulo em drama bíblico

O ator australiano vai atuar e produzir o filme baseado na história do personagem da Bíblia

Hugh Jackman durante uma coletiva de imprensa sobre o filme 'Prisioneiros' Hugh Jackman durante uma coletiva de imprensa sobre o filme ‘Prisioneiros’

Hugh Jackman durante uma coletiva de imprensa sobre o filme ‘Prisioneiros’ (/)

Hugh Jackman vai estrelar e produzir o drama Apóstolo Paulo, baseado na história do personagem da Bíblia, considerado o autor de 14 dos 27 livros do Novo Testamento. Segundo o site americano Deadline, a dupla Matt Damon e Ben Affleck também fará parte da produção do filme, que chega para engrossar a alta do filão de tramas bíblicas.

Na história, Paulo se chamava Saulo e perseguia os seguidores de Jesus. A mudança ocorre durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, quando Jesus, que já havia morrido e ressuscitado, aparece envolto em uma forte luz vinda dos céus. A visão cega Paulo, que se converte ao cristianismo durante a experiência e depois volta a enxergar. Ainda não se sabe se o filme fará um recorte na vida do personagem ou se será fiel ao texto bíblico. Por enquanto, não há previsão de lançamento.

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Antes de se dedicar ao drama, o ator australiano vestirá o figurino do herói Wolverine mais duas vezes: em X-Men: Apocalipse, previsto para 2016, e em um longa solo do personagem, ainda sem título. Jackman é o segundo ator a deixar a franquia: Jennifer Lawrence também afirmou que não interpretará mais a azulada Mística.

‘Sansão e Dalila’ (1949)

Dirigido por Cecil B. DeMille, Sansão e Dalila retrata a história do complicado casal Sansão (Victor Mature) e Dalila (Hedy Lamarr). Conhecido por sua força extraordinária, Sansão fica noivo da filisteia Semadar, irmã de Dalila, que é secretamente apaixonada pelo hebreu. Quando Semadar é assassinada pelos filisteus, que caçavam Sansão, Dalila seduz o rapaz e descobre que a fonte de sua força está no cabelo. Ela consegue cortar os fios da cabeça do amante e os entrega aos inimigos. O longa de 1949 foi indicado a cinco Oscars na época e ganhou dois, de melhor figurino e direção de arte.

‘Os Dez Mandamentos’ (1956)

D​o mesmo diretor de Sansão e Dalila, Cecil B. DeMille, Os Dez Mandamentos narra a trajetória de Moisés (Charlton Heston), desde que é colocado dentro de um cesto em um rio, e adotado por uma princesa egípcia, até o momento em que é interpelado por Deus e assume como objetivo libertar o povo judeu da escravidão no Egito. O longa ficou conhecido pela qualidade de seus efeitos especiais, ambiciosos e criativos para a época. Até o lançamento de A Paixão de Cristo (2004), Os Dez Mandamentos era o filme religioso de maior bilheteria da história, com 65 milhões de dólares arrecadados na época, valor, que ajustado pela inflação atual, representa cerca de 446 milhões de dólares. A produção recebeu sete indicações ao Oscar, mas levou, justamente, o prêmio de efeitos especiais.

‘Barrabás’ (1962)

Dirigido por Richard Fleischer (Conan, o Destruidor), Barrabás narra uma história fictícia baseada na passagem do Novo Testamento, em que Pôncio Pilatos faz o povo de Jerusalém decidir quem deveria ganhar a liberdade: se Jesus de Nazaré ou o ladrão e assassino Barrabás (Anthony Quinn). O criminoso é libertado pela voz do povo e o roteiro do filme acompanha a sua história — a parte ficcional do longa — após o episódio. Em liberdade, ele é assombrado pela imagem de Jesus e luta para merecer a liberdade. Durante a jornada, tenta entender mais sobre a vida do homem que morreu em seu lugar. 

‘A Maior História de Todos os Tempos’ (1965)

Dirigido por George Stevens, David Lean e Jean Negulesco, A Maior História de Todos os Tempos narra a trajetória de Jesus Cristo (Max von Sydow), desde o seu nascimento até a crucificação e ressurreição. O clássico faz jus ao título e possui 3 horas e 45 minutos de duração. Foi indicado a cinco categorias no Oscar: melhor trilha sonora, melhores efeitos, melhor direção de arte, melhor direção de fotografia e melhor figurino. 

Jesus Cristo Popstar (1973)

Com forte influência da década de 1970, época em que o filme foi feito e lançado, Jesus Cristo Popstar é uma adaptação de um musical da Broadway de mesmo nome, e apresenta personagens com características hippies, ora no figurino, ora no estilo de vida. Dirigido por Norman Jewison, o roteiro conta a última semana de Jesus (Ted Neely) na Terra sob a ótica de Judas Iscariotes (Carl Anderson), seu traidor. 

‘Peter and Paul’ (1981)

Muito elogiado pela crítica estrangeira, Peter and Paul conta a história dos apóstolos Pedro e Paulo, que assumem a liderança da Igreja enquanto lutam contra a oposição de Roma, que não aceita os ensinamentos de Jesus. Além disso, ambos enfrentam conflitos pessoais ao longo da jornada. Dirigido por Robert Day, o longa televisivo de 1981 não estreou no Brasil e conta com Anthony Hopkins e Robert Foxworth nos papéis de Paulo e Pedro, respectivamente. Peter and Paul recebeu duas indicações ao Emmy e levou a de melhor maquiagem.

‘O Quarto Sábio’ (1985)

Baseado na obra do escritor Americano Henry Van Dyke, O Quarto Sábio conta a história de Artaban (Martin Sheen), um sábio da antiga Pérsia que deveria estar entre o grupo de três reis magos que visitam Jesus na noite de seu nascimento. Percalços no caminho o impedem de encontrar a caravana que o levaria ao local, porém, ele dedica a sua vida para encontrar Jesus no intuito de entregar-lhe os presentes que carregava desde o primeiro encontro frustrado. Dirigido por Michael Ray Rhodes, o longa feito para a TV também conta com Alan Arkin (Argo) e Eileen Brennan (Golpe de Mestre) no elenco.

‘A Última Tentação de Cristo’ (1988)

Clássico do diretor Martin Scorsese, A Última Tentação de Cristo faz uma releitura da vida de Jesus, que, enquanto está crucificado, imagina como teria sido a sua vida se fosse um homem comum. O filme de 1988 causou controvérsia, não apenas nos Estados Unidos, mas também ao redor do mundo, devido à cena de nu frontal de Jesus, principalmente durante sua crucificação, e quando ele tem uma relação sexual com Maria Madalena. A Última Tentação de Cristo conta com Willem Dafoe no papel de Jesus e rendeu a Martin Scorsese uma indicação ao Oscar de melhor diretor.

‘Decálogo’ (1989)

Minissérie dirigida pelo diretor polonês Krzysztof Kieślowski, Decálogo conta em dez episódios histórias contemporâneas baseadas nos dez mandamentos bíblicos, presentes no Velho Testamento. Cada episódio traz elencos diferentes, a não ser por um personagem sombrio e estranho, que marca presença em todos os capítulos. Produzido em 1989, Decálogo foi muito elogiado pela crítica, inclusive pelo renomado diretor Stanley Kubrick.

‘Príncipe do Egito’ (1998)

A animação O Príncipe do Egito conta a história de Moisés, que é deixado por sua mãe em uma cesta dentro de um rio para salvá-lo do genocídio proposto na época, que deveria matar todos os bebês hebreus do sexo masculino. Ele é encontrado pela princesa do Egito, onde é criado. Na juventude, descobre suas origens e recebe um chamado divino para libertar o povo hebreu da escravidão e levá-lo para a Terra Prometida. Dirigido por Brenda Chapman (Valente) e Steve Hickner (Bee Movie – A História de uma Abelha), a animação da Dreamworks foi indicada a dois Oscars, vencendo na categoria de melhor música. A produção contou com uma equipe formada por cerca de 600 especialistas religiosos para deixar o filme o mais próximo possível da história bíblica.

‘A Paixão de Cristo’ (2004)

Dirigido por Mel Gibson, A Paixão de Cristo (2004) narra as últimas doze horas de vida de Jesus (James Caviezel), desde o momento em que é traído por Judas até sua crucificação. O filme dividiu opiniões entre os religiosos quando lançado em 2004 e o cineasta, declaradamente católico, chegou a ser chamado de antissemita por algumas lideranças judaicas devido à sua interpretação da história e ao excesso de violência durante a crucificação. Em 2006, A Paixão de Cristo liderou o ranking feito pela revista americana Entertainment Weekly que elencava os 25 filmes mais controversos da história do cinema. Recebeu três indicações ao Oscar, nas categorias de melhor fotografia, melhor maquiagem e melhor trilha sonora.

‘Do You Believe?’

Dos mesmos produtores de Deus Não Está Morto, o filme Do You Believe? (Você Acredita?, em tradução livre) volta a falar sobre a crença em Deus. Na trama, doze histórias diferentes se intercalam para responder à pergunta do título. Dirigido por Jonathan M. Gunn, o longa traz no elenco Sean Astin (Senhor dos Anéis) e Mira Sorvino (da série Intruders e vencedora do Oscar por Poderosa Afrodite). O filme está previsto para estrear em março nos Estados Unidos e deve ser distribuído no Brasil em 2015 pela Graça Filmes. 

‘Metanoia’

Produzido pela companhia de teatro evangélica Jeová Nissi, o filme brasileiro foi o principal vencedor do Festival de Cinema Cristão em 2014. Ele conta com a participação de atores globais como Caio Blat e Solange Couto, em uma trama que se passa na cracolândia, em São Paulo, e acompanha a vida de um rapaz viciado em drogas. Ainda em processo de pós-produção, o longa não tem data de estreia prevista, mas deve ser lançado em 2015.  

‘Meu Nome É Paulo’

Com ares de distopia futurista, o filme faz uma adaptação moderna da história do apóstolo Paulo, figura proeminente no Novo Testamento da Bíblia. No roteiro, Paulo é um justiceiro que tem a missão de matar Pedro, líder de um grupo de rebeldes denominado Caminho. O longa americano está previsto para ser lançado nos cinemas brasileiros em março pela distribuidora Dunamys Films. 

‘A Palavra’

A produção nacional, dirigida por Guilherme de Almeida Prado, adapta a história do profeta Elias ao sertão nordestino. O elenco conta com nomes famosos como Tuca Andrada, Luciano Szafir, Oscar Magrini e Carlos Casagrande. Orçado em 2 milhões de reais, o longa tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2015.