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Homenagem ao Brasil em Cannes começa com ‘Xica da Silva’

Cópia restaurada do filme de Cacá Diegues foi exibida nesta segunda-feira, dentro da mostra Cannes Classics

A homenagem ao Brasil no 65º Festival de Cannes começou nesta segunda-feira (21), com a exibição da cópia restaurada de Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues, dentro da mostra Cannes Classics, na sala Buñuel. “No ano em que o cinema brasileiro está representado em diversas mostras do festival, inclusive na competição, na figura de Walter Salles, embora On the Road (Na Estrada) seja falado em inglês, quero começar o tributo com uma doce figura, inteligente e cheio de cultura, que é Carlos Diegues”, começou Thierry Frémaux, diretor artístico do festival.

Compareceram à sessão representantes do governo brasileiro, como a ministra da Cultura Ana de Hollanda e o presidente da Ancine (Agência Nacional de Cinema) Manoel Rangel. “Xica da Silva é um filme especial porque ele foi feito em um momento de mudanças no país, quando se começou a falar sobre o fim da ditadura militar. É uma fábula sobre uma mulher que conquista a própria liberdade, carregado de simbolismos sobre a época em que foi lançado”, contou Diegues em seu discurso de apresentação.

O tributo ao cinema brasileiro conta ainda com a exibição dos documentários Cabra Marcado Para Morrer (1985), de Eduardo Coutinho, e A Música Segundo Tom Jobim (2012), de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim. Uma festa para a comitiva brasileira em Cannes está marcada para a noite desta terça-feira (22), em um clube do balneário, com direito a concerto do pianista Daniel Jobim, neto do compositor, e set do DJ Thy San.

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