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‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ aposta em novo herói sob a máscara

Diversidade e experimentação são palavras-chave na animação que estreia nesta quinta-feira nos cinemas

Estreia nesta quinta-feira, 10, mais um filme de super-heróis para embalar a reta final das férias escolares. Homem-Aranha no Aranhaverso é o sexto longa-metragem solo do personagem, mas traz uma proposta bem diferente do que o público está acostumado: além de ser uma animação (o que, em si, é uma novidade), este é o primeiro longa em que a identidade civil do herói não é a de Peter Parker. Desta vez, é a hora de dizer adeus ao fotógrafo nerd apaixonado por Mary Jane e dar as boas-vindas ao novo amigão da vizinhança: o adorável Miles Morales.

Negro, de mãe latina e com talento para o grafite, Morales é um dos muitos personagens que já vestiram a roupa de aracnídeo nos quadrinhos e é justamente em torno dessa multiplicidade que gira o novo filme. Aqui, Morales divide as ruas não apenas com o próprio Peter Parker (em duas versões, uma mais jovem e outra em plena crise de meia-idade), mas também com outras quatro figuras de universos narrativos paralelos que são transportadas a esse mundo.

Cena do filme Homem-Aranha no Aranhaverso Seis versões diferentes do Homem-Aranha se encontram no filme que estreia nesta quinta.

Seis versões diferentes do Homem-Aranha se encontram no filme que estreia nesta quinta. (Sony Pictures Animation/Divulgação)

Uma dessas é Gwen Stacy, colega de Parker vivida por Emma Stone nos cinemas em 2012 e 2014. Nesta versão alternativa, é ela quem ganha poderes e atua como uma vigilante sob o codinome Spider Gwen. Outra é Peni Parker, uma garotinha de estilo mangá que luta ao lado de um robô-aranha e é um gênio da tecnologia. Quem vem para dar um toque cômico é o Homem-Aranha Noir, um personagem em preto-e-branco que enfrenta corruptos nos anos 30 (com a voz de Nicolas Cage). Por fim, temos o bizarro Peter Porker (ou Spider Ham), que é um porco falante de estilo cartunesco que também tem poderes de aranha.

A mistura de estilos visuais – que se amarram surpreendentemente bem na tela, incorporando elementos dos quadrinhos como balões de fala e onomatopeias – é quase tão interessante quanto a mistura de gêneros, etnias, idades e espécies. A Sony inclusive foi à justiça requerer a patente do processo de animação usado no filme, tamanha a inovação técnica. O esforço para criar algo novo, tanto no conteúdo como na forma, vem dando resultados. O filme foi premiado com o Globo de Ouro de melhor animação e está entre os indicados ao Bafta, mais importante premiação britânica do cinema que acontecerá no dia 10 de fevereiro. Uma indicação ao Oscar, portanto, é provável. 

Dirigido por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, Homem-Aranha no Aranhaverso tem roteiro de Rothman e Phil Lord (de Uma Aventura Lego).