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‘Her’: Joaquin Phoenix e a ideia maluca de Spike Jonze

Novo longa do diretor de 'Quero Ser John Malkovich' só deve ser concluído em uma semana, mas teve trechos exibidos no Festival de Toronto

O diretor americano Spike Jonze já colocou gente na cabeça do ator John Malkovich em Quero Ser John Malkovich (1999), misturou ficção e realidade ao falar de um roteirista com bloqueio criativo em Adaptação (2002) e levou o menino Max a se tornar rei de uma terra habitada por criaturas selvagens em Onde Vivem os Monstros (2009). A combinação de sua mente criativa com o intervalo entre um projeto e outro – em 14 anos, lançou apenas quatro longas-metragens – faz com que a ansiedade dos fãs pela sua próxima obra, Her, esteja nas alturas. Jonze deve terminar o filme em uma semana, mas mostrou alguns trechos para uma plateia lotada no Festival de Toronto.

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Em Her, Joaquin Phoenix é um homem solitário que compra um sistema operacional de inteligência artificial. É uma espécie de iPod que interage com o dono, de forma bem mais esperta e calorosa do que a Siri do iPhone. A voz de “Samantha” é de Scarlett Johansson. E aí já viu: Theodore apaixona-se por Samantha.


No encontro com o público, Jonze mostrou algumas cenas. Na primeira, Theodore está no trabalho. Ele foi jornalista, mas hoje escreve (apenas ditando para a tela, sem teclar) cartas à moda antiga para um site especializado nesse serviço. Em casa, ele configura seu sistema operacional de inteligência artificial, respondendo a algumas perguntas, como “Prefere voz de homem ou mulher?” e “Como era sua relação com sua mãe?”.

Na segunda, ele fala com Samantha sobre seu passado, quando foi casado com Catherine (Rooney Mara). São momentos alternados de alegria e tristeza até o fim do relacionamento.

Por fim, Theodore conversa com sua amiga Amy (Amy Adams), que cria videogames. Eles começam a falar sobre pessoas que têm relacionamentos com seus chamados OS, e Amy chega a admitir que está tendo uma boa amizade com a sua. Theodore acaba confessando que está apaixonado por Samantha.

Jonze disse que tudo começou com a vontade de fazer um filme sobre uma história de amor. “A tecnologia é apenas parte dessa história”, disse. “O filme, para mim, fala do nosso desejo e da nossa necessidade de conexão.” Mas a ideia de uma pessoa num relacionamento com um computador veio cerca de dez anos atrás, quando ele topou com um site que propunha um bate-papo com um tipo de inteligência artificial. “Fiquei empolgado por 20 segundos, depois vi que não ia muito longe.”