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Hackers prometem ‘grande bomba’ da Sony até o Natal

O estúdio, alvo de roubo de dados internos desde novembro, já teve roteiro, filmes, e-mails constrangedores e até salários de atores divulgados

A Sony Pictures está em maus lençóis desde o fim de novembro, quando foi vítima de um ataque massivo de hackers. Mas tudo sempre pode piorar. A imprensa internacional recebeu um e-mail no último sábado, enviado por um membro do Guardiões da Paz, grupo hacker apontado como responsável pelo ataque à empresa, com ameaça de um grande vazamento a ser feito até o Natal. “O presente de Natal será uma quantidade enorme e mais interessante de dados, que vai deixar a Sony pior do que nunca”, diz a mensagem, segundo o site da revista americana The Hollywood Reporter.

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Até o momento, já foram divulgados filmes inéditos, o roteiro do novo longa do James Bond, Spectre, e trocas de e-mails constrangedores entre executivos do estúdio. Além de negociações de produções futuras e salários de funcionários da empresa e de atores, como Jennifer Lawrence, James Franco e Seth Rogen, entre outros.

Leonardo Di Caprio protagoniza o capítulo mais recente dessa história. Ele foi criticado por Amy Pascal, a vice-presidente da Sony, por recusar o papel de Steve Jobs no cinema. Amy chamou a decisão do ator de “desprezível”.

Quando os ataques começaram, em 24 de novembro, especulava-se que haviam sido feitos por hackers da Coreia do Norte. A possibilidade foi levantada por conta do descontentamento do governo com a comédia A Entrevista, de Evan Goldberg e Seth Rogen. O filme retrata os atores James Franco e Rogen em uma hipotética missão da CIA para assassinar o ditador Kim Jong-un. Porém, no início de dezembro, a imprensa estatal norte-coreana negou que o governo do país estivesse por trás do crime cibernético. Entretanto, as autoridades locais classificaram a ação de ato justo. “A Sony está produzindo um filme que promove um ato terrorista ao mesmo tempo em que fere a dignidade da liderança suprema”, disse um porta-voz da Comissão Nacional de Defesa da Coreia do Norte, citado pela Agência Estatal KCNA. O porta-voz acusou ainda a Coreia do Sul de “espalhar o falso rumor de que o Norte estava envolvido no ataque”.

No início de dezembro, o FBI entrou na investigação do caso. Mas, por enquanto, nenhuma informação foi divulgada pela polícia federal americana.