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Guns N’ Roses se apresenta com formação original e ‘novo’ Axl

Show em São Paulo nesta sexta-feira juntou Axl Rose, Slash e Duff McKagan em apresentação nostalgica

Axl Rose pode ter dado vexame em suas últimas apresentações no Brasil — antes um sex symbol do rock, o hoje senhor acima do peso (não) se apresentou no Rock in Rio 2011 sem voz — mas provou que sua voz potente continua a mesma que levou à fama o Guns N’ Roses. A banda se apresentou na noite desta sexta-feira, no Allianz Parque em São Paulo, e apostou em uma setlist nostálgica para contemplar a reunião de seus principais integrantes: Axl, Slash, na guitarra, e Duff McKagan, no baixo.

De It’s So Easy a Paradise City, passando por mais de vinte canções, o show explorou os pontos fortes de cada um dos três presentes fundadores da banda, e deu uma palinha da outrora glória do Guns N’ Roses ao público. Solos de Slash ou Duff, duos de Slash e Axl, Duff e Slash ou Axl e Duff e a harmonia dos três músicos mostrou ao estádio lotado porque o grupo dominou o cenário do rock nas décadas de 1980 e 1990, para os mais velhos com um tom de memória, e aos mais novos de provação.

De volta as raízes, Guns N’ Roses resgata clássicos de Appetite for Destruction, primeiro álbum de sucesso da banda. Welcome To The Jungle, Nightrain e Mr. Brownstone agradaram o público, que cantou junto, mas nada comparado ao êxtase homogêneo provocado Sweet Child O’Mine. A faixa une dois dos elementos principais da banda: os riffs perfeitos de Slash e a voz estridente de Axl, e, de certa forma, personifica o grupo musical. Ao repertório autoral, o Guns adicionou covers de Knockin’ on The Heaven’s Door, do recém-Nobel de Literatura Bob Dylan, Live and Let Die, de Paul McCartney, e The Seeker, de The Who, repetindo a dose da apresentação em Porto Alegre, no dia 8.

Em meio a tantos sucessos épicos, a novidade foi a postura de Axl Rose. Então rabugento e egocentrico, o vocalista assumiu uma postura de “dono” do Guns na década de 1990, que culminou no esfarelamento da banda. Na noite desta sexta, no entanto, Axl deixou o palco diversas vezes (mesmo que para trocar de figurino), e os holofotes se voltaram a Duff e Slash. A apresentação usou e abusou de solos de guitarra e baixo, o que agradou — e muito — o público.

Para ser impecável, faltou a apresentação do Guns N’ Roses o timing de performance de November Rain (Chuva de Novembro, em tradução livre). Ao invés de tocar a música nos 50 minutos em que uma chuva torrencial ensopava os presentes, a banda jogou a canção lá para o final do dia de novembro, quando a chuva já havia parado e as pessoas estavam se secando.

O Guns N’ Roses ainda fará mais uma apresentação em São Paulo neste sábado, também no Allianz Parque. Depois, o Guns segue para o Rio de Janeiro, onde fará show no no  no Engenhão, no dia 15; depois, continua viagem rumo a Curitiba, cidade em que se apresentam na Pedreira Paulo Leminski, no dia 17, e finalizam sua passagem pelo Brasil na capital, Brasília, no Estádio Nacional, em 20 de novembro.

Comentários

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  1. Infelizmente o Rock morreu, e não to falando do ajudante de palco do Silvio Santos.

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