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Grammy tem momento contra o assédio em apresentação de Kesha

Cantora, que moveu processo contra seu antigo produtor após acusá-lo de abuso sexual e agressão, foi abraçada por colegas no palco da festa

O Grammy Awards teve seu momento contra o assédio e o abuso sexual na noite deste domingo que culminou em um abraço coletivo na cantora Kesha, que travou uma batalha judicial por anos contra o produtor Lukasz Gottwald, conhecido como Dr. Luke, a quem acusou de assédio sexual e moral.

A cantora e atriz Janelle Monáe abriu os trabalhos falando sobre a importância do movimento Time’s Up (Chega, em tradução direta), criada por atrizes de Hollywood para combater o assédio sexual na indústria cinematográfica. “Nós dizemos chega para a disparidade de salários. Chega de discriminação. Chega de assédio de qualquer tipo. E chega do abuso de poder”, disse a cantora. “Porque, sabe, não está acontecendo somente em Hollywood, em Washington, está aqui, na nossa indústria, também.”

Em seguida, Janelle chamou ao palco nomes como Kesha, Camila Cabello, Rihanna e Cindy Lauper para cantar Praying – canção composta pela primeira como forma de protesto contra Dr. Luke, o primeiro single solo da cantora após a conclusão do processo contra o produtor. Todas de branco, as mulheres cantaram em uníssono, com Kesha no centro. Ao longo da apresentação, a cantora se emocionou, mas não chegou a derramar lágrimas. No fim, foi abraçada por todas as colegas.

60ª cerimônia do Grammy em Nova York Kesha, Bebe Rexha, Cindy Lauper, Camila Cabello e outras cantoras apresentam a canção ‘Pray’ durante a 60ª edição do Grammy

Kesha, Bebe Rexha, Cindy Lauper, Camila Cabello e outras cantoras apresentam a canção ‘Pray’ durante a 60ª edição do Grammy (Kevin Winter/Getty Images/AFP)

A cantora pop processou Dr. Luke em outubro de 2014, alegando ter sofrido abusos de vários tipos ao longo de dez anos. Em um dos episódios narrados por ela, o produtor a teria drogado e estuprado. No processo, Kesha pedia a revogação de seu contrato com Luke e a gravadora Sony Music. No começo de abril de 2016, no entanto, a Suprema Corte de Nova York decidiu que Luke é inocente das acusações movidas pela artista, mas permitiu que ela não mais trabalhasse diretamente com ele – o contrato coma Sony, porém, se manteve.