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Google e outras empresas driblam escudo de privacidade da Apple

Washington, 17 fev (EFE).- O Google e outras companhias de publicidade na internet conseguiram driblar o escudo de privacidade de milhões de usuários do buscador da Apple em seus iPhones e computadores, informou nesta sexta-feira o jornal ‘The Wall Street Journal’.

Segundo o artigo, a iniciativa permitiu que o Google e sites similares rastreassem os hábitos de navegação de pessoas que preferiam se proteger desse tipo de vigilância.

‘As empresas usaram uma codificação especial de computação que ‘engana’ o programa Safari Web da Apple para a navegação na rede e permite vigiar muitos usuários’, acrescentou o jornal.

‘O Safari, buscador mais usado nos celulares, foi desenvolvido para bloquear esse acompanhamento a menos que o usuário não deseje isso’, explicou o artigo.

De acordo com o ‘The Wall Street Journal’, depois que seus jornalistas entraram em contato com o Google para tratar desse assunto, a companhia desativou a codificação.

A informação surge poucos dias depois de ser divulgado que o Twitter compra e guarda durante 18 meses a informação de contatos pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, e que o Path – um aplicativo para a troca de vídeos e fotos – adquiriu o mesmo tipo de lista sem o conhecimento dos internautas.

O ‘The Wall Street Journal’ informou nesta sexta que um pesquisador de Stanford, Jonathan Mayer, detectou a codificação que o Google usava para driblar o escudo de privacidade do Safari, e um assessor em tecnologia do jornal confirmou a existência dessa operação.

O assessor Ashkan Soltani disse que 22 avisos nos 100 sites mais visitados instalavam o código de acompanhamento do Google em um computador de testes, e alertas em 23 páginas faziam o mesmo em um buscador do iPhone.

‘A técnica vai muito além desses sites, no entanto, uma vez que a codificação é ativada, o Google rastreia a navegação dos internautas em grande parte das páginas da rede’, indicou o jornal.

As outras companhias de publicidade online que usaram técnicas similares incluem, segundo o ‘The Wall Street Journal’, a Vibrant Media Inc., a WPP PLC’s Media Innovation Group LLC e a PointRoll Inc. EFE