Clique e assine com 88% de desconto

‘Ganhar não significa nada’, diz Mo Yan sobre Nobel

O escritor chinês, contudo, se disse feliz com o prêmio. Ele é conhecido por criticar em suas obras a política e a sociedade da China

Por Da Redação - 11 out 2012, 11h16

O escritor chinês Mo Yan afirmou nesta quinta-feira que está feliz com seu Prêmio Nobel de Literatura, no entanto, disse que “ganhar não significa nada”.

LEIA TAMBÉM:

LEIA TAMBÉM: Chinês Mo Yan ganha Nobel de Literatura

Viés político marca escolha de Mo Yan

Publicidade

“Ao saber que me concederam esta recompensa, eu me senti muito feliz”, declaro o escritor. “Quero continuar trabalhando e me esforçando para criar novas obras”, acrescentou, citado pela agência Nova China. Segundo a agência Efe, Mo Yan foi arredio e disse que “ganhar não significa nada” e elogiou outros escritores chineses, afirmando que “a China tem muitos autores excelentes, cujos trabalhos de destaque também poderão ser reconhecidos no mundo”.

Nobel – A Academia Sueca deu o prêmio ao autor de Sorgo Vermelho nesta quinta-feira, elogiando seus trabalhos e seu “realismo alucinatório, que funde lendas, histórias e elementos contemporâneos”. “Com uma mistura de fantasia e realidade e com perspectivas históricas e sociais, (Mo Yan) evoca os textos de William Faulkner e Gabriel García Márquez, ao mesmo tempo que tem como ponto de partida a antiga literatura chinesa e a tradição oral”, destacou o júri.

O escritor é um prolífico autor de romances, contos e ensaios. Tem amplo reconhecimento em seu país, apesar das críticas a respeito de temas sociais, segundo o júri.

Mo Yan entra para o restrito grupo de 109 autores que receberam o Nobel da Literatura desde 1901. Destes, apenas 12 são mulheres, e dois homens já recusaram o prêmio: Boris Pasternak, em 1958, e Jean Paul Sartre, em 1964. Entre os últimos vencedores estão o sueco Tomas Tranströmer (2011) e o peruano Mario Vargas Llosa (2010).

Publicidade

Biografia – Mo Yan nasceu no dia 17 de fevereiro de 1955, em Gaomi, na província de Shandong. Seus pais eram fazendeiros. Ele deixou a escola durante a Revolução Cultural Chinesa para trabalhar em uma fábrica, e se juntou ao Exército de Libertação Popular aos 20 anos. Ele começou a escrever ainda quando era um soldado, em 1981, e três anos depois, começou a lecionar no departamento de literatura do exército.

Mo Yan é apenas um pseudônimo adotado pelo escritor, e significa “não fale” em mandarim — seu nome verdadeiro é Guan Moye.

(Com agências Efe e France-Presse)

Publicidade