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Galeria Belvedere celebra 150° aniversário de Klimt com exposição tecnológica

Viena, 14 jul (EFE).- A comemoração do 150° aniversário de Gustav Klimt, promovida pela galeria vienense Belvedere, expõe através da tecnologia a vida e as obras de um dos pioneiros do Modernismo.

A galeria promove uma nova mostra, que começou na última sexta-feira, para que o visitante mergulhe na vida do autor de ‘O Beijo’. A exposição é uma retrospectiva que permite, através da tecnologia do iPad, combinada com o Google Maps, visitar locais que serviram de inspiração para o artista.

É possível também adentrar na vida pessoal de Klimt, passeando por lugares onde viveu histórias com seu grande amor, Emilie Flöge. Com apenas um clique, o visitante é conduzido ao Palácio Kammer e ao lago Attersee, onde o casal passou muitos verões.

Também é possível fazer um salto virtual a Veneza. Lá, o visitante aprende que Klimt tomou como inspiração os majestosos mosaicos dourados bizantinos da Basílica de São Marcos. A partir daí, Klimt adotaria o dourado em seus quadros, iniciando seu ‘Período Dourado’.

‘Percorremos verdadeiramente cada lugar’, explicou Alfred Weidinger, comissário da exposição, durante a apresentação da mostra ‘150 anos de Gustav Klimt’. Weidinger contou que a intenção deste projeto é ampliar o horizonte de percepção e submergir nas obras em questão.

O museu coloca à disposição do visitante iPads com dois aplicativos. Um deles vincula 15 das obras expostas, entre elas ‘O Beijo’, ‘Judith’ e ‘O Friso da Vida’, com os lugares nos quais foram concebidas ou criadas. A segunda ferramenta permite acompanhar Klimt pelos lugares que marcaram sua vida, com a ajuda do Google Maps.

No mapa da vida de Klimt aparecem edifícios, cidades e paisagens que abrigam algumas das obras que iniciaram a revolução criativa do artista.

Além da novidade tecnológica, os 120 objetos que ficarão expostos até dia 6 de janeiro de 2013 na galeria Belvedere são o destaque de um ano dedicado a Klimt, em que todos os grandes museus vienenses participaram com exposições próprias.

No total, 30 peças expõem a carreira de Klimt e de vários pintores que iniciaram suas carreiras protegidos pelo pioneiro do modernismo, como Oskar Kokoschka e Egon Schiele. A mostra vai desde o Classicismo, passa pelo Modernismo e chega ao Período Dourado. EFE