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Fraco, filme ‘Grace: Princesa de Mônaco’ fica de fora do cinema

Com Nicole Kidman no papel de Grace Kelly, produção não agradou à crítica e vai estrear direto na TV nos Estados Unidos

Desde sua primeira exibição no Festival de Cannes, em 2014, o filme Grace: A Princesa de Mônaco, estrelado por Nicole Kidman no papel de Grace Kelly, foi alvejado pelos críticos. Antes mesmo das avaliações ruins, o longa já estava envolto em controversas com a família real de Mônaco e também entre os produtores, que adiaram diversas vezes a data de estreia nos cinemas. Resultado de tanta enrolação: o filme ficou de fora dos cinemas nos Estados Unidos e, agora, vai estrear para o público só na televisão.

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Quem assumiu a bomba foi o canal pago americano Lifetime, que vai exibir o longa no dia 25 de maio. No Brasil, ainda não há previsão de como o lançamento será feito. O resultado é no mínimo frustrante para a distribuidora Harvey Weinstein, uma das mais importantes do mercado cinematográfico. A expectativa da empresa era de que o filme estreasse em 2013 e concorresse ao Oscar em 2014.

Os primeiros atrasos aconteceram porque a Harvey Weinstein não estava feliz com a versão final da produção, exigindo novas edições. O desentendimento entre a distribuidora e o diretor francês Olivier Dahan (Piaf – Um Hino ao Amor) envolvia a abordagem dada pelo cineasta ao tempo de Grace como atriz em Hollywood. Os produtores também pediam uma melhor explicação sobre as ações dela na política de Mônaco. O filme se passa em 1962, seis anos depois do casamento de Grace Kelly com o príncipe Rainier III, quando o Principado de Mônaco passava por atritos políticos com a França de Charles de Gaulle.

Para Dahan, o momento escolhido é o ideal, pois foi quando o Alfred Hitchcok a chamou para estrelar seu filme Marnie, Confissões de uma Ladra (1964), papel recusado por ela por ordem do palácio. Em 2013, a família real de Mônaco repudiou a produção e, em protesto, os filhos de Grace Kelly não compareceram à abertura do Festival de Cannes no ano seguinte.