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Filme ‘E.T. – O Extraterrestre’ completa 30 anos

Clássico de Steven Spielberg foi sucesso de bilheteria, recebeu nove indicações ao Oscar e levou quatro prêmios

Por Da Redação - 10 jun 2012, 06h05

Perdido na Terra e empenhado em telefonar para sua casa, o drama do pequeno extraterrestre acolhido por uma família de classe média americana comoveu milhões de espectadores ao longo de seus 30 anos de existência. E.T.: O Extraterrestre, de Steven Spielberg, estreou nos Estados Unidos em 11 de junho de 1982, poucos dias após ser apresentado no Festival de Cannes. No ano de seu 30º aniversário, os estúdios da Universal lançarão a primeira edição em blu-ray do filme, na qual será incluído o longa-metragem como foi exibido em 1982. O lançamento deve ocorrer em outubro.

Das nove indicações ao Oscar (entre elas as de melhor filme, direção e roteiro), E.T. levou quatro estatuetas: melhores efeitos especiais, melhores efeitos sonoros, melhor som e trilha sonora original, com a inesquecível composição de John Williams.

E.T. mau – O inocente E.T., porém, poderia não ser tão bonzinho assim. Steven Spielberg descartou a proposta inicial sobre o personagem, na linha de filmes de terror como Sinais e Poltergeist – O Fenômeno. Naquela primeira versão, em vez de se esconder em armários e fugir da polícia em uma cesta de bicicleta, o extraterrestre aterrorizava uma família junto com um grupo de seres de sua espécie perdidos na Terra. Seu dedo luminoso, em vez de ter propriedades curativas, podia acabar com a vida daquilo que tocava.

O novo roteiro, que teve como nome E.T. and Me, foi rejeitado pelos estúdios Columbia Pictures, que imaginou não haver um público para esse tipo de filme – decisão que os executivos lamentariam mais tarde, já que o filme é até hoje um dos títulos mais rentáveis da Universal Studios.

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Na lista do American Film Institute dos cem melhores longas-metragens feitos em Hollywood, E.T.: O Extraterrestre ocupa o 24º lugar, na frente de qualquer filme do gênero. O ranking é liderado por Cidadão Kane.

Curiosidades – Um fato atípico sobre os bastidores da filmagem foi que Spielberg optou por gravar as cenas de forma cronológica, para ajudar no processo emocional dos atores-mirins, que se envolviam cada vez mais com o estranho visitante. Entre os pequenos estava Drew Barrymore, que tinha apenas seis anos na época.

Para dar vida ao E.T., uma equipe de especialista em manejar marionetes e vários atores anões foram escalados.

Há ainda uma relação do filme com a saga Guerra das Estrelas, fruto da amizade entre Spielberg e George Lucas. Na cena do Dia das Bruxas, pode-se ver uma criança vestida como o icônico mestre Yoda. Lucas devolveu o gesto em 1999 em Guerra nas Estrelas: Episódio I – A Ameaça Fantasma, que em uma de suas passagens mostra um grupo de seres iguais ao E.T. representando sua espécie em uma reunião do senado galáctico.

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Arrependimento – Apesar do grande sucesso, Spielberg se arrependeu de alguns elementos do filme, como a cena em que as crianças são perseguidas por policiais com escopetas. Quando o filme completou 20 anos, em 2002, o diretor aproveitou as novas tecnologias cinematográficas para alterar os quadros e transformar as armas de fogo em walkie-talkies.

(com agência EFE)

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