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Festival do Rio exibirá 350 filmes em 18 mostras

Por Da Redação - 6 out 2011, 10h05

Por AE

São Paulo – Importantes convidados internacionais confirmaram presença no Festival do Rio – o diretor italiano Dario Argento, que será homenageado com uma retrospectiva de seus filmes; o chileno Patricio Guzmán, outro homenageado; o diretor Abel Ferrara e o ator Willem Dafoe, ambos norte-americanos, de “4:44”; e a espanhola Marisa Paredes, estrela de Pedro Almodóvar. Ela vem especialmente para a sessão de abertura, nesta noite, para apresentar o novo Almodóvar, “La Piel Que Habito”. Com a tradução literal de “A Pele Que Habito”, o longa deve estrear ainda neste mês.

Um filme sobre pulsões de vida e morte, inspirado no cult francês “Les Yeux Sans Visage”, de Georges Franju, sobre um cirurgião plástico que se vinga do estuprador de sua filha. O filme, como toda obra de Almodóvar – amigo de Caetano Veloso, da Bahia -, tem conexões com o Brasil. E será dada a partida – amanhã, o festival começa para o público, devendo exibir, até dia 18, cerca de 350 filmes de 60 países, distribuídos em 18 mostras e exibidos em 40 locais, entre cinemas de shopping, de rua e praças. E o festival não se resume aos filmes. Paralelamente, ocorrem encontros e negócios para promover o audiovisual.

Panorama do Cinema Mundial, Expectativa 2011, Midnight Movies, Mostra Mundo Gay, Fronteiras, Dox, Filme Doc, Geração, Meio Ambiente, Semana dos Realizadores, Itinerários Únicos, Foco Itália, Imagens de Israel, Made in USA Retrospectiva Dario Argento, Mostra 50 anos da Semana da Crítica (do Festival de Cannes) e, claro, as mostras competitivas Première Latina, que atribui o prêmio da Fipresci (da crítica), e a Première Brasil, que outorga o principal troféu do evento, o Redentor. O número de mostras aumenta se forem somadas a Retrospectiva Béla Tarr – que os paulistanos já viram – e a homenagem a Patricio Guzmán. O Rio é coisa de cinema e a estátua do Cristo, pairando sobre a cidade, virou a representação do prêmio que o festival dá aos melhores do cinema brasileiro.

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“Capitães de Areia”, o longa que Cecília Amado adaptou do romance de seu avô, Jorge Amado, abre amanhã a Première Brasil, coincidindo com a estreia nacional do filme (menos no Rio). Prepare-se para uma intensa emoção – o trio de protagonistas, os jovens atores que fazem Pedro Bala, Dora e o Professor, são viscerais, grandes revelações. Quem leva este ano o Redentor? Que venham os filmes para que os jurados possam fazer suas escolhas – para o público, o que interessa é a festa do cinema. Que títulos escolher, face a uma oferta tão abundante? O festival exibe não um, mas dois filmes de Martin Scorsese, os documentários sobre George Harrison e Fran Lebowitz, “Public Speaking”; o vencedor do Urso de Ouro, em fevereiro, “Separação”, de Asghar Farhadi; o vencedor de Toronto, “Et Maintenant, on Va Oú?”, de Nadine Labaki; e uma das grandes atrações do recente Festival de Veneza, “A Dangerous Therapy”, de David Cronenberg. Mas estes são apenas cinco entre 350 títulos e os outros 345 clamam pela atenção dos cinéfilos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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