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‘Fenômeno’ Beatriz Milhazes ganha retrospectiva no Rio

Para curador, boa receptividade da obra da carioca no exterior se deve à sua aparente simplicidade, que torna as telas mais 'acessíveis' ao público amplo, e à sua força, capaz de ‘dar outra direção ao debate da arte abstrata hoje’

Por Rafael Costa - 29 ago 2013, 08h10

A partir desta quinta-feira, o Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro, abre as portas para a artista carioca Beatriz Milhazes, que há onze anos não expõe na cidade. Em sua maior retrospectiva no Brasil, a pintora apresenta os trabalhos que marcaram os seus 30 anos de carreira e que fizeram dela o maior fenômeno da arte brasileira no exterior nos últimos anos. São cerca de 60 pinturas, além de colagens e gravuras que representam o progresso e a transformação de seu trabalho do início dos anos 1980 até hoje.

“A exposição pretende mostrar esse progresso na obra. No início da carreira, os trabalhos já eram bem sólidos, mas, com o passar do tempo, por volta do ano 2000, passaram a ser mais exuberantes e arquitetônicos”, diz o curador da mostra, o francês Frédéric Paul, para quem o sucesso internacional de Beatriz Milhazes se deve à aparente simplicidade de sua obra, que a torna “acessível” a um público amplo, aliada a uma “força” capaz de “dar outra direção ao debate da arte abstrata nos dias de hoje”.

“Sua obra é acessível para pessoas que não têm olho crítico para a arte”, diz Paul. “Ela usa um número de elementos populares da classe média do Brasil, como o Carnaval. É muito sedutor e simples na primeira vez que se vê e ao mesmo tempo muito sofisticado em termos de composição na maneira em que pensa a respeito de suas pinturas, no jeito como as pinta.”

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O sucesso em terras estrangeiras rendeu o status de artista mais cara do país, O quadro Meu Limão foi arrematado em um leilão em Nova York por 4,9 milhões de reais, no ano passado. A exposição Meu Bem estará aberta ao público a partir desta quinta-feira no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, onde fica em cartaz até o dia 27 de outubro. Ela abre para visitas entre terça e domingo, das 12h às 18h. A entrada é gratuita.

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