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Família de ator acusado de roubo quer processar o Estado

Pai de Vinícius Romão, o tenente-coronel da reserva Jair Romão critica a polícia e corregedoria diz que vai apurar se houve irregularidades na prisão

A família do ator Vinícius Romão, preso desde o dia 10 acusado de assalto, quer processar o Estado. Nesta terça-feira, a copeira Dalva Moreira da Costa admitiu que errou ao reconhecer Vinícius como o homem que roubou sua bolsa no bairro do Méier, Zona Norte do Rio. Pai de Vinícius, o tenente-coronel da reserva Jair Romão criticou o trabalho dos policiais, que se contentaram com o depoimento da vítima em vez de investigar devidamente o caso.

“Meu filho estava saindo do trabalho quando foi preso, acusado de um crime que não cometeu. Se a polícia tivesse feito uma apuração séria, ele não estaria em um presídio. Vinícius não tentou fugir nem reagiu à prisão. Ele trabalha, estuda e tem endereço fixo. Além disso, nenhum objeto da vítima foi encontrado com ele. Como explicar a prisão?”, desabafou Romão, em conversa com o site de VEJA.

Vinícius, que trabalhou na novela Lado a Lado, da TV Globo, foi preso quando saía de um shopping, onde trabalha como vendedor. De acordo com os amigos, ele caminhava para casa quando foi abordado por PMs, que o mandaram deitar no chão. Foi revistado e levado algemado para a 25ª DP (Engenho Novo), onde a vítima o reconheceu. Para Romão, só esse depoimento não deveria bastar. “Ela havia sofrido uma violência e, provavelmente, não tinha condições de apontar com clareza o assaltante.”

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Falhas – A Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) informou nesta terça-feira ao site de VEJA que vai apurar se houve irregularidades na prisão de Vinícius. Serão avaliadas as condutas do policial civil Waldemiro Antunes de Freitas Junior, lotado na 11ª DP (Rocinha), que abordou o ator e o encaminhou à delegacia, e do delegado de plantão William Lourenço Bezerra, que registrou o flagrante.

Jair Romão conta que o policial civil afirmou na delegacia que o ator admitiu ter passado a bolsa da vítima a um cúmplice identificado como “Braço”. Nesta terça-feira, a própria vítima esclareceu a confusão bizarra que pode ter ocorrido. Segundo ela, Vinícius foi imobilizado enquanto o agente perguntava onde estava a bolsa roubada. “Braço, braço”, disse ele, mas provavelmente em referência à força excessiva que estaria sendo aplicada para prendê-lo.

“Esse policial vai ter que responder por isso”, afirmou o pai, que diz ter pensado em processar também o delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP, mas mudou de ideia. Vinícius está na Casa de Detenção Patrícia Acioli, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Nesta terça, o juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 33ª Vara Criminal, determinou que ele responda ao processo em liberdade. Até o início da noite, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) não havia recebido o alvará de soltura.