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Existe sucesso – e muito – depois do ‘SuperStar’

Bandas eliminadas no reality show ganham seguidores, recebem propostas de shows pelo país e colhem os frutos da visibilidade na Globo

Está mais do que provado: em reality shows musicais, o que vale mesmo é competir. Nem sempre quem vence a disputa chega ao estrelato, e o Brasil tem inúmeros exemplos de eliminados precocemente em uma competição que chegaram ao sucesso – caso do cantor Thiaguinho, lançado no extinto Fama. No SuperStar, esse fenômeno tende a se repetir em larga escala, porque não se trata de aspirantes a cantores, e sim de bandas, em geral já estruturadas e algumas até com algum público cativo. Prova disso é a rapidez com que elas receberam o retorno dos fãs logo na primeira participação no programa, que vai ao ar nas noites de domingo da maior emissora do país. “Quando saímos do palco e pegamos o celular, eram centenas de pessoas pedindo para serem adicionadas, muitos seguidores novos e inúmeras mensagens. Foi uma repercussão impressionante desde o início”, lembra Leandro Souto Maior, guitarrista da Fuzzcas.

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Eliminada no Top 12, a banda não estará entre as finalistas Jamz, Luan e Forró Estilizado, Malta e Suricato – que se enfrentam na decisão deste domingo. Mas nem por isso a semana será menos corrida para Leandro, Carol Lima (voz), Fabiano Parracho (baixo) e Lucas Leão (bateria). Desclassificados há pouco mais de um mês, eles já colhem os frutos da passagem pela competição. Nesta quinta, fazem seu primeiro show depois do programa, no Rio de Janeiro, e aproveitam para lançar o clipe de Bad Girl – música autoral que cantaram no SuperStar e faz parte do CD Feliz Dia de Hoje. Têm outras duas apresentações confirmadas para a cidade-natal, mas já começaram a organizar uma agenda nacional, atendendo a pedidos. “Recebemos contatos do Amapá ao Rio Grande do Sul. Ganhamos até um fã-clube, o Fuzzcanáticos, no interior de São Paulo. Isso era impensável antes, e nos deixa muito emocionados. Foi isso que a gente sempre quis: alcançar ouvidos Brasil afora”, conta Leandro.

Até quem já provou o gostinho do sucesso se surpreende com a repercussão. A Bicho de Pé – dona do forró Nosso Xote, que estourou no ano 2001 – viu o número de seguidores no Facebook saltar de 80.000 para mais de 510.000 poucos dias depois da primeira apresentação no reality. “A procura por shows aumentou muito também, estamos com a agenda lotada até setembro. Muitas pessoas conheciam a canção, mas não a imagem do grupo”, comemora o baixista Daniel Teixeira, que toca com Janaína Pereira (voz e percussão), Potiguara Menezes (guitarra, violão, cavaco, arranjos), Chica Brother (percussão), Renatinho Alemão (percussão), Clayton Gama (sanfona). Ele revela que o objetivo principal do grupo era mostrar o hit e chegar pelo menos ao Top 10. Levaram o ‘pé-de-serra’ mais longe, às semifinais, e viram portas se abrirem dentro da própria Globo. Esta quinta, por exemplo, é dia de Encontro com Fátima Bernardes. No domingo, eles sobem ao palco em um show de Ivete Sangalo no Rio, depois de um convite feito ao vivo pela cantora, que se emocionou com a eliminação do grupo.

O sonho de Saimon, Dione, Robson, Igor, Leozinho e Matheus era ainda mais tímido do que o dos forrozeiros: conquistar o mínimo de 70% para fazer o telão subir nas audições. Conquistaram 84% e o carisma do público que levou o Grupo do Bola até o Top 7 e garantiu uma lista de shows que vai até o fim do ano. A estratégia de transformar até Charlie Brown Jr. em pagode deu mais certo do que eles pensavam. “Tudo o que sonhávamos está acontecendo agora. Hoje, temos fã-clubes espalhados por todo o país e quando saímos na rua, em qualquer lugar, todos sabem quem somos e nos tratam com muito carinho. Isso é muito gratificante”, diz o vocalista Saimon, que ficou conhecido no programa como Bebê. “Não ganhamos o SuperStar, mas saímos vencedores”, orgulha-se.

Fuzzcas

Formação: Carol Lima (voz), Leandro Souto Maior (guitarra), Fabiano Parracho (baixo), Lucas Leão (bateria).

Natural do Rio de Janeiro, a banda existe há quatro anos na formação atual. Carol, que escrevia músicas com o namorado (hoje marido) foi quem teve a ideia de montar o grupo. Vamos salvar o rock é o lema deles, que só apresentaram canções autorais no SuperStar. “O som da Fuzzcas aponta para o rock dos anos 50 ao da década atual”, explicam, no perfil da banda. Apresentaram-se na segunda noite de audições no programa, e foram aprovados com 77% dos votos. Fábio Jr. foi o padrinho deles. Deixaram a competição no Top 12.

Bicho de Pé

Formação: Janaína Pereira (voz e percussão), Daniel Teixeira (baixo), Potiguara Menezes (guitarra, violão, cavaco, arranjos), Chica Brother (percussão), Renatinho Alemão (percussão), Clayton Gama (sanfona).

A banda de São Paulo têm 16 anos de estrada e chegou a fazer sucesso em 2001, quando o forró virou sensação no Brasil, graças à música Nosso Xote (ou Moreno). Quando eles subiram ao palco do SuperStar, no último dia de audições, jurados e apresentadores se surpreenderam ao se deparar com os rostos da canção tão conhecida. “Já namorei muito ouvindo essa música”, agradeceu André Marques. Ganharam a simpatia do público, foram aprovados com 84% dos votos, ficaram com Dinho Ouro Preto como padrinho e avançaram até as semifinais. Têm quatro CDS e dois DVDs lançados, e já fizeram cinco turnês internacionais (pela Europa e nos EUA).

Grupo do Bola

Formação: Saimon Kovalsky (vocal), Matheus GDB (percussão), Djonathan “Dione” (percussão), Robson Silva (cavaco), Igor Inhaquites (percussão), Leozinho (percussão), Rodrigo Gandolfi (contrabaixo).

Os gaúchos se conhecem desde a época da escola, e contam que começaram batucando latas de lixo no recreio. Montaram a banda há seis anos, e chegaram ao SuperStar para o segundo dia de audições. A versão de pagode para Papo Reto, de Charlie Brown Jr., arrebatou 84% dos votos, garantiu a aprovação e levou Ivete Sangalo e Dinho Ouro Preto a disputar quem seria o padrinho – ele venceu. Foram eliminados no Top 7, uma rodada antes da semifinal.

Jamz

Formação: Will Gordon (voz e baixo), Gustavo Tibi (teclado), Paulinho Moreira (guitarra), Pepê Santos (bateria).

História: “Quatro amigos, muito trabalho e vontade de fazer música.” É como gostam de se definir os cariocas da Jamz, banda que já existia informalmente mas só se oficializou para participar do SuperStar. Suas influências são o soul, R&B e – como o próprio nome indica – jazz. Chegaram ao reality show musical no último dia de audições, quando conquistaram 87% dos votos. Alternaram sua participação no programa entre músicas autorais e covers. O show mais elogiado foi a versão para Happy, de Pharrel Williams, que está entre as canções mais baixadas no site do programa.

Facebook: /bandajamz

Luan e Forró Estilizado

Formação: Luan Barbosa (voz), Felipe Brito (bateria), David Michael (guitarra), Pablo Rosseline (baixo).

História: A banda de Campina Grande, na Paraíba, existe há quatro anos. Como o próprio nome diz, forró é a sua especialidade. Chegaram tímidos ao SuperStar, conquistando a aprovação no último segundo do terceiro dia de audições. Chegaram a ser vistos como ‘zebras’ da competição, mas foram com surpreenderam (e cresceram) a cada apresentação – muito graças ao carisma do vocalista que aprendeu a tocar sanfona ainda criança. No site do programa, a versão mais aclamada de Luan e Forró Estilizado é a de Jeito Carinhoso, sucesso da dupla sertaneja Jads e Jadson.

Facebook: /LuanEForroEstilizado

Malta

Formação: Bruno Boncini (voz), Thor Moraes (guitarra), Adriano Daga (bateria), Diego Lopes (baixo).

História: A paulista Malta foi a primeira banda aprovada no SuperStar (com 80% dos votos) – a segunda a se apresentar na estreia das audições. A batida de rock pesado em contraste com as letras românticas foi uma mistura avassaladora. “Os brutos também amam”, garantiu o vocalista Bruno, levando ao suspiro apaixonado uma legião de fãs. Sempre fizeram questão de levar suas músicas autorais para o palco e mostraram verdadeiras candidatas a hit, como Diz Pra Mim, do grudento refrão “Diz pra mim o que eu já sei / Tenho tanta coisa nova pra contar / De mim / Diz pra mim sobre você”.

Facebook: /bandamaltaofficial

Suricato

Formação: Rodrigo Suricato (voz), Raphael Romano (baixo), Gui Schwab (guitarra), Pompeo Pelosi (percussão).

História: Suricato foi a sensação do segundo dia de audições do SuperStar. Para levar ao público uma versão inovadora de Come Together, dos Beatles, os cariocas se muniram de instrumentos bastante criativos e de sons muito particulares, como ukulele, weissenborn, lap steel, mala bumbo e pandeirola. Resultado: impressionantes 91% de aprovação e um fã-clube que os apelidou de “surigatos”. A banda tem no currículo parcerias muito elogiadas, como na versão de Um Certo Alguém com Lulu Santos e na composição da música Pra Tudo Acontecer, com Paulinho Moska – uma das mais baixadas no site do programa.

Facebook: /suricatooficial