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Ex-baixista da banda Legião Urbana morre no Guarujá

Renato Rocha foi encontrado morto no quarto de uma pousada no litoral; segundo a irmã do músico, ele teve uma parada cardíaca

Renato Rocha, 53 anos, ex-baixista da banda Legião Urbana, morreu neste domingo em um hotel na praia da Enseada, no Guarujá, litoral sul de São Paulo. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, a morte foi natural. O músico foi encontrado sentado, encostado na porta do quarto, por volta das 8h30. O corpo foi removido do hotel e encaminhado ao IML. Ainda não se sabe quando e onde serão o velório e enterro.

A página do Facebook dedicada a Rocha, mantida por uma irmã, não trazia no começo da tarde deste domingo nenhuma nota sobre a morte. O perfil, no entanto, compartilhou uma mensagem do fã clube “Legião Jovem” falando sobre o acontecimento. “Renato Rocha faleceu nessa manhã, de parada cardíaca, em São Paulo. Nossos sentimentos à família dele. Vai com os anjos, Renato Rocha, vai em paz. Força ao seu casal de filhos, sua netinha que nasceu há pouco, ao seu pai e aos seus irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas e demais familiares. Dias de luto legionário”, diz o texto postado na rede social. “A polícia fez a vistoria e não tinha sinais de violência nem drogas. Foi ataque cardíaco e seu corpo está no IML (Instituto Médico Legal). Estamos aguardando mais informações.” Leia também:

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Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete, fez parte da formação original do Legião Urbana, ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Participou dos três primeiros discos da banda e é coautor de canções como “A Dança”, “Ainda É Cedo” e “Mais do Mesmo”. Em 1989, antes do lançamento do álbum As Quatro Estações, o mais vendido do Legião, ele deixou o grupo de rock. As linhas de baixo que já havia gravado para o disco foram refeitas. Rocha estava envolvido com drogas, e se desentendia com os colegas de banda.

Uma reportagem exibida em 2012 pelo programa Domingo Espetacular, da Record, mostrou o baixista morando nas ruas do Rio de Janeiro. Ele contou no programa que perdeu tudo que tinha por causa do vício. Seus únicos pertences eram levados consigo em uma sacola plástica. Em meses recentes, contudo, tinha voltado a tocar, participando de alguns shows e tributos ao Legião Urbana e a Renato Russo.