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Estudo aponta que Hollywood é ‘o epicentro’ da exclusão

O estudo concluiu que apenas 31,4% dos papéis analisados nos 100 filmes de maior bilheteria de 2015 eram de mulheres. Brancos chegam a 73,7% do elenco

Um estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia (USC) sobre a pouca representatividade de mulheres, gays, negros e deficientes em filmes concluiu que Hollywood é “o epicentro da desigualdade cultural”. A pesquisa, liderada pela professora Stacy L. Smith, da Escola Annenberg de Jornalismo e Comunicação da USC em Los Angeles, examinou oitocentos filmes de 2007 a 2015, com a exceção de 2011, e analisou 35.205 personagens com diálogo ou nome em termos de gênero, etnia, orientação sexual e deficiência.

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“Embora as vozes que exigem mudanças tenham se intensificado em número e volume, há pouca evidência de que isso transforme os filmes que assistimos e as pessoas que são contratadas para fazê-los. Nosso relatório mostra que os problemas (de Hollywood) são sistêmicos e generalizados”, disse a professora Stacy L. Smith, no memorando que revelou as principais chaves da pesquisa.

O estudo concluiu que apenas 31,4% dos papéis analisados nos 100 filmes de maior bilheteria de 2015 eram de mulheres, uma porcentagem que se manteve praticamente estável com picos em 2014 (28,1%) e 2008 e 2009 (32,8% nos dois anos). Além disso, 32% desses filmes tiveram uma mulher como protagonista ou coprotagonista. Por outro lado, apenas 12% dos 800 filmes analisados entre 2007 e 2015 apresentaram um elenco equilibrado de homens e mulheres.

Quanto aos 1.365 diretores, roteiristas e produtores dos 100 longas-metragens de maior bilheteria do ano passado, 81% foram homens e somente 19% mulheres. Considerando apenas os cineastas, 7,5% dos 107 produtores de 2015 foram mulheres, enquanto se amplia o enfoque no período 2007-2015 a parcela de produtoras cai até 4,1%.

Em outro sentido, 73,7% dos personagens dos filmes analisados do ano passado foram brancos contra 26,3% de outras raças ou etnias, entre os que destacaram 12,2% de negros, 5,3% de latinos e 3,9% de asiáticos. Além disso, 49 dos 100 filmes de mais receitas de 2015 não tinham um personagem de origem asiático e 17 deles não têm qualquer papel de uma pessoa negra.

Os números ainda são mais fortes sobre a representação da diversidade sexual, uma vez que em nenhum dos 100 longas-metragens de maior sucesso de 2015 figurou como protagonista um personagem da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Além disso, 82% desses filmes não apresenta nenhum papel de uma pessoa LGBT com o diálogo ou nome.

Por último, do total de personagens dos filmes de 2015, somente 2,4% mostravam alguma deficiência.

(Com agência EFE)

Comentários

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  1. Ex-microempresário

    Solução: cota para todo mundo. cota para mulheres, cota para negros, cota para gays, cota para anões, cota para vesgos, cota para carecas. Só não pode cota para gente competente ou talentosa. Aí não!!!!

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  2. Ronaldo Pretti

    Os filmes produzido no México são protagonizados por um grande percentual de latinos. Os filmes produzidos no Japão são protagonizados por 99% de asiáticos.

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