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Espetáculo de David Bowie em NY vira tributo após sua morte

'Lazarus', musical escrito pelo britânico, está sendo visto como uma espécie de homenagem póstuma pelo público e pelo grupo teatral que o encena

Mesmo enquanto travava uma batalha que durou um ano e meio contra um câncer, David Bowie não deixou de trabalhar. Prova disso é seu último disco, Blackstar, lançado na semana passada, dois dias antes de sua morte, e a organização de um musical, Lazarus, no New York Theater Workshop, na metrópole americana. O espetáculo, encenado na terça-feira pela primeira vez após a morte de Bowie, ganhou novos tons depois da notícia que chocou e entristeceu milhões de fãs ao redor do mundo e se transformou em uma espécie de tributo. As informações são do site do jornal The New York Times.

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Escrito por Bowie e pelo dramaturgo irlandês Enda Walsh e dirigido pelo belga Ivo van Hove, o musical é uma continuação da história do livro O Homem que Caiu na Terra, de Walter Tevis, que ganhou uma adaptação para o cinema em 1976 estrelada pelo músico. No longa, Bowie interpreta um alienígena que vem à Terra para buscar água para levar a seu planeta, que pena com a seca. O espetáculo mostra o personagem algumas décadas depois, bebendo, vendo TV e falando sozinho. Em dado momento, ele diz: “Sou um homem morrendo que não pode morrer”.

De acordo com o site, o grupo teatral que encena a produção não quis modificar ou adicionar mais nada à peça após a morte de Bowie, mas um dos atores, Charlie Pollock, afirmou que a noite seria “catártica” e “doce”. Parte do público concordou. “Sim, hoje à noite é sobre a obra de arte, mas também é sobre a pessoa que fez esse trabalho”, disse Paul Caddell, 53 anos, à publicação. “Isso é como se fosse um memorial – como se ele tivesse planejado tudo.”

A última apresentação do musical está marcada para o dia 20 de janeiro, mas é possível que ele vá para outros lugares depois, segundo Robert Fox, produtor que financiou o desenvolvimento do projeto.

‘O Homem que Caiu na Terra’ (1976)

Em sua estreia no cinema, Bowie viveu o alienígena Thomas Jerome Newton, que cai na Terra em busca de água para seu planeta. Ele então funda uma companhia para conseguir dinheiro e construir uma nave, com a qual ele voltará para casa e salvará seu povo. No meio do caminho, entretanto, Mary-Lou (Candy Clark), uma terráquea, se apaixona pelo alien sem saber que ele não é humano.

‘Somente um Gigolô’ (1978)

No longa, David Bowie viveu Paul Ambrosius von Przygodski, um herói de guerra que, ao retornar a Berlim, tem dificuldades para conseguir emprego por conta de sua falta de habilidade fora do exército. Ele então se torna um gigolô em um bordel da cidade.

‘Furyo, em Nome da Honra’ (1983)

O filma narra a história de um soldado britânico, Jack (David Bowie), que acaba sequestrado pelos japoneses na Segunda Guerra Mundial e se recusa a obedecer às ordens do Capitão Yonoi (Ryuichi Sakamoto). A situação começa a enfurecer Yonoi, que usa outro prisioneiro inglês, John Lawrence (Tom Conti), que fala japonês fluentemente, para contornar a situação.

‘Fome de Viver’ (1983)

O longa trata de uma vampira egípcia, Miriam (Catherine Deneuve), que suga o sangue de seus amantes e os transforma em eternos jovens. Porém, ao se cansar deles, ela os mata. Ao descobrir que esse será seu destino, John (David Bowie) procura ajuda com a famosa Dr. Sarah Roberts (Susan Saradon), que tenta ajudá-lo a escapar com vida da situação.

‘Absolute Beginners’ (1986)

O musical foi uma adaptação do livro homônimo de Colin MacInnes, que tinha como pano de fundo a vida em Londres no final da década de 1950 e um romance entre o fotógrafo Colin (Eddie O’Connell) e uma modelo, Suzette (Patsy Kensit). David Bowie vive o ex-amante de uma colunista de fofocas na revista de moda que fotógrafo trabalha.

‘Labirinto – A Magia do Tempo’ (1986)

Essa é uma história sobre Sarah Williams (Jennifer Connelly), uma garota que precisa enfrentar um labirinto mágico para resgatar seu irmão mais novo, Toby Williams (Toby Froud), que foi sequestrado por um grupo de duendes. Se ela falhar na missão, Jareth, o rei desses seres fantásticos interpretado por Bowie, irá transformar o garoto em um deles.

‘A Última Tentação de Cristo’ (1988)

O filme, comandado por Martin Scorsese – que foi indicado ao Oscar de melhor diretor pela produção –, conta a jornada de Jesus Cristo (Willem Dafoe) até a crucificação. Bowie faz uma participação no longa como o líder romano Pôncio Pilatos. 

‘Basquiat – Traços de uma Vida’ (1996)

O filme conta a história do grafiteiro americano Jean-Michel Basquiat (Jeffrey Wright), que se tornou um famoso pintor neo-expressionista no país. Na trama, Bowie atua como o artista plástico Andy Warhol.

‘Starman’

Lançada em 1972, no disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, a faixa é de causar arrepios nos mais nostálgicos. O álbum é considerado um marco na cultura pop e fez de Bowie um dos poucos a mesclar música, moda e performance artística. 

‘Changes’

A canção do disco Hunky Dory marca a estreia do músico na parada americana Billboard Hot 100, em 1972. 

‘Fame’

Ao longo da carreira, o músico britânico emplacou duas músicas no primeiro lugar da disputada parada Billboard Hot 100. Fame, do disco Young Americans, de 1975, foi a primeira. 

‘Rebel Rebel’

Faixa do disco Diamond Dogs, de 1974, a música é considerada a despedida de Bowie do movimento rock glam, popularizado por ele.

‘Young Americans’

A canção, parte do disco de mesmo nome, lançado em 1975, possui forte influência da música negra americana, estilo que ganhou o apelido de ‘plastic soul’ por Bowie. 

‘Heroes’

A música que dá título ao disco lançado em 1977 é parte da “trilogia de Berlim” (formada porLow, Heroes e Lodger), discos gravados na época que o músico vivia na cidade alemã. Heroes se tornou uma das mais famosas na voz de Bowie e ganhou diversos covers, entre eles de músicos como Oasis e Bon Jovi.

‘Fashion’

O single do álbum Scary Monsters (and Super Creeps), de 1980, foi um dos primeiros a ser lançado pelo músico após a trilogia Berlim, e traz um som ainda mais dançante, com uma forte batida eletrônica. 

‘Under Pressure’

A música lançada em parceria com a banda Queen, em 1981, se tornou um hit no mundo, especialmente no Reino Unido, onde ela conquistou o topo da parada UK Singles Chart.

‘Let’s Dance’

Parte do disco que leva o mesmo nome, lançado em 1983, Let’s Dance foi a segunda faixa de Bowie a conquistar o primeiro lugar na parada americana Billboard Hot 100. 

‘The Next Day’

A música é parte do disco de mesmo nome, lançado em 2013. O álbum foi um dos mais bem sucedidos de Bowie na parada americana até hoje, chegando ao segundo lugar dos mais vendidos. No total, o músico emplacou 39 discos entre os mais populares da Billboard

(Da redação)