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Em vídeo, Paul McCartney fala sobre o relançamento de ‘Band on the Run’

Disco de 1973 consagrou a carreira pós-beatle do astro, que vem fazer shows em novembro no Brasil

Paul McCartney, que vem ao Brasil fazer shows em novembro, em Porto Alegre e São Paulo, lança no mesmo mês, na Europa, uma nova edição remasterizada de Band on the Run, álbum de 1973 considerado fundamental para estabelecer a carreira pós-Beatle do ex-beatle.

Para tanto, Macca, como ele é conhecido na Grã-Bretanha, vem publicando vídeos sobre o assunto. O cantor relembra a época e conta particularidades da gravação do disco e da parceria criativa com a então mulher Linda, uma amadora que acabou por ser elogiada por Michael Jackson. O lançamento inclui polaroids inéditas, tiradas na ocasião da gravação por Linda. E também filmes, que entram nos DVDs – o lançamento também será feito em vinil, a exemplo do que anda fazendo George Harrison. Acompanhe a seguir trechos do depoimento e, ao final, o terceiro vídeo da série, em inglês.

“Meu principal objetivo era fazer algo diferente, mas com sucesso. Isso era difícil porque eu estava treinando o estilo Beatle, tinha que evitar soar como os Beatles, fazer algo novo. Quando fizemos Band on the Run, senti que tínhamos conseguido, que aquilo nao era Beatles.”

“Era o início dos anos 1970 e acho que havia muita gente na estrada. Pensei em banda, banda musical, “Band of Brothers”. Band on the Run era quase uma banda de colégio, não pensamos muito, éramos apenas um bando de amigos fazendo música – como aconteceu como começamos com os Beatles também.”

“Linda não havia tocado muito teclado, então no começo tudo era bem simples, mas eu lhe mostrei e ela aprendia muito rápido. Nunca sentamos com papel e lápis, mas éramos co-autores. Ela não era uma letrista como John (Lennon), não era esse tipo de colaboração, obviamente. Ela aprendeu muito e veio a ser uma ótima tecladista. Ela cantava bem e com distinção. Michael Jackson uma vez perguntou ‘quem cantou essas harmonias’? Eu respondi, ‘basicamente eu e Linda’. Ele disse: ‘são ótimas’. Ela ganhou mais confiança com o tempo.”

“Estava na moda, naqueles tempos, gravar em outro lugar. Eu sabia que a EMI tinha muitos estúdios e pedi uma lista. Havia ótimos lugares como Rio de Janeiro, China… Até que vi Lagos (Nigéria). E pensei: ‘África, aventura, vamos lá’. Era curioso; na África eles faziam uma música ótima, mas não eram tão avançados tecnologicamente. Eu achei que fosse um estúdio regular da EMI. Perguntei ‘onde estão os amplificadores?’. Os caras olhavam pra mim e… Nada. Entao dissemos, pegue um pedaço de madeira e faça uma caixa, demos as dimensões. Conseguimos. Aquela coisa de fazer tudo meio caseiro se adaptou ao nosso comportamento.”