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Em ‘Era de Ultron’, Vingadores voltam mais cômicos e problemáticos

Sequência do sucesso de bilheteria ‘Os Vingadores’ promete ser a última aventura do grupo dos personagens da Marvel na atual formação

Entre os fãs de super-heróis, existe o consenso de que a Marvel é a dona de tramas cômicas, enquanto a DC Comics pende para o obscuro. Em Vingadores: Era de Ultron, novo filme da Marvel que chega ao Brasil nesta quinta-feira, a impressão é reforçada por um roteiro que engata uma gracinha após a outra. Ao mesmo tempo, a alegria da trupe de heróis que fez história em 2012, com a superprodução bilionária Os Vingadores, divide espaço agora com momentos de melancolia.

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Também marcam a produção as cenas de ação, ainda mais soberbas que as do longa anterior, e a fotografia, que se entrega sem medo à estética dos quadrinhos. A mistura de excessos faz do filme uma explosão de adrenalina e emoções, boas e ruins. O elenco estelar também não falha, como se vê logo no início. O longa abre com uma sequência de ação extasiante. Thor (Chris Hemsworth), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e o gigantesco Hulk (Mark Ruffalo) atacam uma estação Hidra para recuperar o Cetro de Loki, arma usada pelo meio-irmão de Thor no longa de 2012.

Salvo o cetro, o grupo decide comemorar com uma festinha de despedida das aventuras na mansão de Tony Stark (Homem de Ferro). O momento é um dos mais cômicos e serve também para situar os espectadores que perderam ou esqueceram outras tramas, mencionadas em diálogos entre os personagens. Aliás, aos desavisados que buscam um programa para o fim de semana, vale a dica: Vingadores: Era de Ultron faz sentido especialmente para os que acompanharam pelo menos os oito longas anteriores dos heróis aqui escalados – os três do Homem de Ferro, os dois de Thor, os dois do Capitão América e, claro, o primeiro Vingadores.

Pouco antes de a balada começar, Tony Stark convence o cientista Bruce Banner (Hulk) a ajudá-lo em um projeto que prevê usar o Cetro de Loki para criar um sistema de inteligência artificial, batizado de Ultron. Durante a festa, o projeto se desenvolve sozinho, toma um dos robôs da casa como corpo e faz uma entrada triunfal no salão, com a amedrontadora voz grave do ator James Spader. Ultron de fato chega chegando: frente a frente com os heróis, ele logo avisa que a sua missão é trazer paz ao mundo e que, para isso, deve exterminar os Vingadores e, depois, toda a raça humana, incapaz de viver sem guerrear.

 

Inteligente, o robô é também indestrutível, porque não precisa de um corpo para sobreviver: sempre que aniquilado fisicamente, ele se espalha pela internet até se instalar em um novo dispositivo. Outra vantagem de Ultron é que ele consegue se replicar em diferentes robôs, que lhe servem como súditos, mediante o seu comando. Como se isso não fosse o bastante, o malvadão de lata ainda angaria a ajuda de dois mutantes, Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), que possui poderes de telecinese e controle da mente, e Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), que é superveloz.

Em um combate, a Feiticeira entra na mente dos Vingadores e deixa a equipe desestabilizada, ao acentuar os atritos constantes entre os integrantes. A experiência também faz os heróis reverem o passado, com cenas bem interessantes, como o treinamento da Viúva Negra e um momento de quase transcendência de Thor, que relembra a importância das joias do infinito — outro tema interno para fãs, tratado nos filmes solo do personagem.

No que deve ser a sua última vez à frente dos Vingadores, o diretor Joss Whedon volta a mostrar competência ao combinar um elenco com tantos nomes fortes, personagens com super-poderes e histórias variadas em pouco menos de 2h30 no cinema. Cada herói e vilão tem o seu momento, sem exagero. Como prometido, esta deve ser a última aventura do grupo na atual formação. Cabe agora esperar o trabalho dos irmãos Joe e Anthony Russo, próximos diretores da franquia, que terão de encarar os dois lados do legado: a parte boa da fama e o difícil trabalho de se manter à altura do já feito.

 

 

​’A Era de Ultron’, nos quadrinhos – Enquanto os Vingadores provocam risadas nos cinemas, nos quadrinhos a história é bem diferente. Lançado em abril pela Panini, com encadernamento de luxo em capa dura, A Era de Ultron é um compilado de dez revistas publicadas em 2012 nos Estados Unidos e no ano seguinte no Brasil. Nas 280 páginas da série, os heróis da Marvel precisam encarar um mundo apocalíptico, destruído pelo temido Ultron e seus robôs aliados.

Nos quadrinhos, a trupe de heróis é muito maior que nos filmes, culpa de contratos entre produtoras de Hollywood. Além dos nomes já conhecidos, também fazem parte dos Vingadores personagens como Homem-Aranha, Mulher Hulk, Wolverine, Tempestade e alguns mutantes X-Men.

A HQ explica o real nascimento da inteligência artificial Ultron, criada pelo vingador Hank Pym, mais conhecido como Homem-Formiga. E é Pym o grande segredo para tentar deter o vilão, antes que ele destrua totalmente a humanidade. Leitura válida não só para fãs, mas também para aqueles que se interessam pelo universo Marvel para além do cinema.

Benedict Cumberbatch, o novo queridinho do cinema, ficou com o papel do personagem Doutor Estranho, que ganha seu primeiro filme em 3 de novembro de 2016, com direção de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose). O herói é, inicialmente, um arrogante cirurgião que sofre um acidente e perde a firmeza nas mãos, sendo assim impedido de continuar o seu trabalho. Ele parte para o Tibete em busca do Ancião (Tilda Swinton), que poderá curá-lo. Em vez da cura, Strange é treinado para manipular magia e artes marciais, o que o leva a receber o título de Mago Supremo. O estúdio ainda não deu detalhes de como o novo personagem vai se integrar aos Vingadores, que ficaram desfalcados depois de Guerra Civil.