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Em clima intimista, Joss Stone seduz plateia em São Paulo

Cantora britânica se apresentou pela sexta vez na capital paulista para divulgar seu próximo álbum, ‘Water for Your Soul’

De pés descalços, como de costume, vestido preto de franjas e cabelo ondulado loiro, a cantora britânica Joss Stone subiu ao palco do Citibank Hall na noite desta quarta-feira, 11, para corroborar seu longo relacionamento com a cidade – esta é a sexta vez que ela se apresenta em solo paulista. Acompanhada por sua afinada banda de apoio, Joss flutuou pelo seu repertório, com hits do passado e faixas do novo disco, Water for Your Soul, que será lançado este ano.

Logo no começo da apresentação, parte da turnê Total World Tour, o clichê da bandeira do Brasil jogada no palco fez a loira se enrolar no tecido por um minuto, não mais que isso, mas o suficiente para seduzir a plateia, tática aliada aos seus largos sorrisos simpáticos e conversas constantes com os fãs. De cara, Joss entoou alguns de seus principais sucessos: You Had Me, Super Duper Love, antes de emendar as novas Molly Town e The Love We Had. A boa abertura aqueceu o clima na casa de show, o que se manteve ao longo da apresentação.

Com sua mescla de influencias, que vão do rock anos 1960 ao reggae, Joss ostentou sua voz poderosa sem exageros, e deu uma boa prévia do que esperar do novo disco. Pelo jeito, a moça abandonou de vez a soul music e abraçou o estilo desenvolvido na Jamaica. Entre as canções que ganham destaque estão Wake Up, Love Me e Stuck on You, todas com uma forte pegada reggae, assim como Molly Town, que ela conta ter escrito inspirada em um chef de um pub, que ela conheceu durante uma viagem de van que fez pela Europa.

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Entre um gole de chá e outro, Joss contou ao público que boa parte da inspiração melódica do próximo lançamento veio de seu irmão, Harry, que a acompanhava na turnê. O rapaz é um grande fã de reggae e a fez escutar muitas músicas do estilo. Ele, inclusive, foi presenteado com a canção Harry’s Symphony, também do novo disco, que Joss fez questão de entoar no palco. A batida do estilo jamaicano deu folga aos presentes em poucas faixas, como Could Have Been You, Jet Leg, Karma e no cover de I Put a Spell on You, famosa na voz de Etta James, e parte da trilha do filme Golpe Duplo, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta.

Próximo ao fim, a cantora manteve o clima entre amigos com a plateia, e perguntou onde seria a festa após o show e se ela poderia ir. Em seguida, comentou que experimentou caipirinha, mas achou muito forte. Segundo ela, seria a idade se aproximando – Joss tem 27 anos. Na volta para o bis, a britânica cantou Right to be Wrong, uma de suas músicas mais famosas e que ganhou o acompanhamento em massa do público. Com o fundo isolado do violão, ela contagiou o público e conseguiu a atenção até dos poucos presentes que até ali não se importavam com o show, mas sim com a qualidade de seus selfies.

Nos últimos versos, Joss conversou mais uma vez com a plateia, fingiu que havia esquecido de cantar a música, e terminou a canção de forma arrebatadora. Mais duas faixas finalizaram a apresentação, Landlord e Some Kind of Wonderful, cover de Soul Six Brothers. A cantora agora parte para Brasília, onde se apresenta no dia 13, depois ela passa por Recife, no dia 15. No total, a moça já fez 13 shows em terras brasileiras. Desde então, volta todos os anos e passeia por bairros boêmios, como Vila Madalena, em São Paulo, e Lapa, no Rio de Janeiro. Não é à toa o clima de intimidade com os brasileiros.